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Servidores fazem manifestação em Copacabana contra governo do Rio

Por Alana Gandra | ABr
| Tempo de leitura: 2 min

Servidores públicos estaduais participaram neste domingo (5) de manifestação na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, em protesto contra o pacote de medidas anunciadas pelo governo do estado para combater a crise financeira. O pacote inclui a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), em contrapartida à ajuda federal para o governo fluminense. Os servidores prometem reagir também contra a proposta encaminhada pelo governador Luiz Fernando Pezão à Assembleia Legislativa do estado (Alerj) de aumento da contribuição previdenciária dos atuais 11% para 22%. O movimento deste domingo foi organizado pelos servidores em conjunto com a Frente Brasil Popular.

O funcionário da Cedae Júlio Martim, diretor de Políticas Sindicais do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região (Sintsama-RJ), defendeu que a Cedae permaneça pública. “É a única empresa estatal que gera lucro para o estado, sem nenhum investimento do estado para esse lucro, ao contrário das empresas privatizadas, que pegam recursos do estado e depois ainda têm isenção fiscal”. Ele diz que a Cedae se autossustenta com os recursos arrecadados com o abastecimento de água e coleta de esgoto, e ainda para o estado um grande aporte financeiro todo ano.

Paralisação

Na terça-feira (7), os funcionários da Cedae iniciam um paralisação dos serviços, conforme decidido em assembleia no dia 3. A disposição dos funcionários da companhia não é prejudicar a população, disse o diretor do Sintsama. Segundo Martim, os serviços essenciais podem ser reduzidos, “mas não vai faltar [água]” para a população fluminense. "O atendimento pode demorar, mas será feito", disse.

Martin disse que a luta contra a privatização da Cedae não visa somente garantir o emprego, mas que não haja interrupção do fornecimento de água para a população. “Água é vida e água é um direito de todo cidadão. E saneamento é também um direito de todos”. A proposta de transferência da Cedae ao setor privado, incluída no pacote que a Alerj vai começar a votar esta semana, é uma injustiça e uma covardia na opinião do sindicalista. “Quem causou o rombo não foram os servidores. O governo do estado é que enfiou um monte de dinheiro no bolso e nada fez para melhorar o serviço público. Investiu pouco. Preferiu investir nas empresas privadas dando isenções fiscais, promovendo um monte de coisas que gerou esse rombo que deixa hoje o estado nessa calamidade financeira”.

Segundo Martim, existem outros meios de sanar a dívida do estado com os servidores que não seja a venda da Cedae, entre elas está a extinção das isenções concedidas às empresas privadas, como a SuperVia, por exemplo. Ele sugeriu ainda a reestatização das empresas privatizadas anteriormente, porque “reestatizando os serviços, os servidores públicos vão provar que são capazes. E o povo vai saber que com o servidor público sendo funcionário do povo, vai prestar um serviço de qualidade e o povo vai ficar satisfeito”.

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