Regional

Projeto de criação de cargos é retirado em Bocaina

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Facebook
Prefeito de Bocaina, Marco Antônio Giro, o “Pipoca”, recuou e retirou da Câmara projeto de reestruturação administrativa

Após conseguir anular recente sessão extraordinária em que foi rejeitado projeto de lei de reestruturação administrativa do Executivo, na segunda-feira (6), dia em que a proposta seria novamente apreciada pela Câmara, o prefeito de Bocaina (69 quilômetros de Bauru), Marco Antonio Giro (PPS), o “Pipoca”, pediu que o documento fosse retirado da pauta. Com a decisão, ele terá de governar com as nove diretorias já existentes.

O projeto, que foi enviado ao Legislativo no início de janeiro, alterava a estrutura de cargos comissionados da prefeitura, que passaria a contar com sete diretorias, duas assessorias e 11 secretarias municipais, além de quatro encarregados.

No dia 23 de janeiro, em sessão extraordinária, a proposta foi rejeitada por quatro votos a zero. Conforme divulgado pelo JC, a forma como ocorreu a votação resultou em pedido de anulação da reunião por parte dos outros cinco parlamentares.

Eles alegaram que a votação só poderia ter ocorrido com presença de cinco parlamentares (maioria absoluta) no plenário. Já o presidente da Casa, Robertinho Eletrecista (PV), justificou que a reunião teve início com oito dos nove vereadores.

Segundo ele, os autores do pedido de anulação - Jonas do Bar (PV), Chula (PV), Rodrigo Vechi (PHS) e Edinho (PPS) - abandonaram a reunião quando souberam pela assessoria jurídica que o projeto precisaria de cinco votos para ser aprovado.

RETIRADA

Com base em parecer jurídico, o presidente concordou com a anulação e agendou uma nova sessão extraordinária para a segunda-feira (6). Contudo, ao invés de votar novamente o projeto de reestruturação administrativa, os vereadores acabaram analisando pedido do prefeito para a retirada do documento da pauta, que foi aceito por cinco votos a favor contra três contrários.

“Diante desse impasse e de toda essa dificuldade de entendimento em relação à criação dos cargos em comissão para a nova estrutura de organização da prefeitura, o ‘Pipoca’ optou, nesse primeiro momento, por estar governando com as nove diretorias já existentes da lei anterior do ex-prefeito Soave até mesmo para não perder convênios”, explicou o assessor do prefeito, Beto Cunha.

De acordo com ele, o projeto foi retirado para ser melhor avaliado e não há prazo para que novo documento seja apresentado. O assessor ressaltou, ainda, que “Pipoca” irá priorizar nesse início de gestão as conversas com o sindicato que representa os servidores visando à campanha salarial deste ano.

Proposta inicial

Na primeira negociação com os servidores públicos, a Prefeitura de Bocaina propôs a reposição da inflação (6,57%), a incorporação do abono salarial de R$ 120,00 e o aumento de R$ 100,00 no ticket alimentação, que passaria dos atuais R$ 280,00 para R$ 380,00. “Nesse momento, o ‘Pipoca’ optou por chegar a um acordo com os funcionários, valorizando quem é de carreira e, consequentemente, no futuro, fazer as mudanças pertinentes quanto à estrutura de organização da prefeitura”, pontuou o assessor Beto Cunha.

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