| Malavolta Jr. |
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| Markinho de Souza pediu apoio da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo |
A cada verão, as altas temperaturas despertam debates sobre alternativas para a Lagoa da Quinta da Bela Olinda, cenário de muitas mortes por afogamento.
A execução de projeto orçado em R$ 5,4 milhões possibilitaria a transformação do local em um parque municipal. Sem dinheiro, a Prefeitura de Bauru depende de recursos externos para viabilizar as intervenções. Diante da escassez de verbas inclusive federais, o vereador Markinho de Souza (PP) sugere uma ação paliativa no local, a fim de evitar novos óbitos.
A sugestão foi recentemente apresentada pelo parlamentar ao secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e consiste no esvaziamento da represa para posterior terraplanagem. “O grande perigo dessa lagoa é que a profundidade dela varia muito subitamente, chegando a até 6 metros. A ideia é nivelar, fazer adequações no solo para que, depois, a água volte para lá e as pessoas possam se divertir com segurança, já que a cidade é arente de áreas de lazer”, argumenta Markinho.
A intervenção do secretário estadual foi solicitada porque, segundo o vereador, o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), vinculada a pasta, teria a expertise necessária para drenar a água.
“Possivelmente, a Cetesb também tenha que ser consultada sobre essas intervenções. A terraplanagem ficaria por conta da Secretaria de Obras. Nesse sentido, a gente deveria aproveitar que muita terra está sendo removida das obras da Marechal Rondon. Como esse material é escasso na cidade, o município pode reivindicar a cessão”, afirma.
Markinho alega que o projeto de transformação da lagoa em um parque municipal já foi cadastrado junto ao Ministério do Turismo. O deputado federal Ricardo Izar (PP), por sua vez, já teria se comprometido a direcionar recursos para viabilizá-lo.
“Mas como o custo é elevado, avisou que não conseguirá mandar tudo de uma vez. Virá a conta gotas. A situação, portanto, exige uma saída menos cara. Se não dá para fazer tudo o que queremos, que pelo menos vidas sejam poupadas”, avalia.
FLAGRANTES
Apesar de tantas mortes já registradas no local e das placas que avisam sobre o perigo de se nadar na lagoa da Quinta, o Jornal da Cidade flagrou, em finais de semana, adolescentes se banhando no local e adultos em jet skis. No dia 8 de janeiro, aliás, a represa estava lotada de adultos e crianças, como mostrou reportagem publicada há um mês.
CERCA?
Dias depois, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) voltou a cogitar a possibilidade de cercar a lagoa, que ocupa área de 60 mil metros quadrados. Markinho de Souza não acredita, porém, que essa medida evitaria a presença de banhistas no local.
“No ano passado, a prefeitura instalou uma placa grande alertando sobre o risco de morte da lagoa. Pouco tempo depois, ela foi furtada. Acredito que o mesmo aconteceria com o material da cerca”, avalia o vereador.
