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Todos pares fazem um pacto social


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Todo processo de comunicação é obtido através de pares. Relacionar-se com outro é o processo de tirar a concentração sobre si mesmo e voltar-se para uma sinergia em relação a alguém presente no ambiente.

Para que a comunicação se processe e se estabeleça é necessário que tanto o emissor quanto o receptor estejam dispostos a se corresponderem de forma perceptiva a introduzir um pouco para dentro de si a mensagem capturada, e, ao mesmo tempo, se expandir para emitir o que se apreendeu e que é o desejo de repasse da informação no relacionamento.

Portanto, a todo momento, homens, mulheres e crianças estão desenvolvendo pares relacionais, em que haja necessidade da geração de uma sinergia de propósito que, nem que seja por breves instantes, uma congruência de sentidos seja gerada ao par que se comunica.

A base do casamento é o amor. Amor é concordância de propósito recíproco. Portanto, dois seres que permutam processos cognitivos, biológicos e de interação físico-química devem compreender que a vida em grupo estabelece um pacto social, como o observado nos primitivos elos maritais das sociedades ancestrais.

O casamento exige propósitos pessoais que convergem na coisa pactuada. Assim, se um empregado que está inserido em uma organização tiver a intensão de corresponder à necessidade da empresa, deverá se ater ao pacto gestado na produção de efeitos para o que a organização assim possa gestar o esforço marital como produtividade.

A atrofia dos processos culturais passou a validar relações apenas de um ponto de vista de vínculo de "consagração", na constituição do que, no passado, se denominou família, como sendo processos de vinculação moral onde a instituição do vínculo marital, na forma de "casamento", passou a ser percebida como uma cláusula pétrea entre duas pessoas que se destinassem a unir esforços a fim de ampliar, por intermédio de filhos, o número de indivíduos na sociedade ou sua manutenção.

Porém, casamento vai além da fidelização ao direito de provar o orgânico de outra pessoa. Esse direito é apenas uma das muitas cláusulas que podem ou não estar relacionadas no pacto social conhecido como casamento

O casamento, na forma correta de construção e constituição da palavra, é o estabelecimento de um acordo que tem por objetivo construir um propósito de convergência temporal de afinidade entre as partes. Por isto, estão, a todo momento, indivíduos selando pactos sociais de amor, na forma de casamento, sem se darem conta.

O estabelecimento de um contrato de negócios, por exemplo, é um fato administrativo, ou seja, um proclame, que estabelece solidariedade, compromisso, união definida entre as partes, e exige de cada um responsabilidade, fidelização, respeito e manutenção do estado de vitalidade dos negócios comuns enquanto os efeitos temporais do matrimônio gerado durarem suas consequências compactuadas.

As formas variantes de casamento são colocadas por quase todas as civilizações como em segundo plano, sob a noção ancestral de "casamento que institui família". Mas, do ponto de vista de associações, as organizações, também constituem famílias, onde cada membro possui uma responsabilidade definida

Amigos são uma forma de tentar deformar o conceito de casamento que estabelece apenas para o uso e o sentido de posse da prova do corpo orgânico de outra pessoa, mas que também é uma forma de geração de um pacto de amor, que visa construir até determinado momento uma sinergia de propósitos.

Pais casam-se em propósitos com seus filhos, a fim de lhes transferir os ensinamentos que julgarem necessários para serem retratos melhorados das conquistas anteriores destes pais.

As equipes formadas por diversas profissões se casam em objetivos. Os esportistas, também não fogem desta regra, no propósito do alcance de resultados, em que hajam necessidades de outros competidores, que estabelecem um compromisso por ultrapassar barreiras referentes aos seus impulsos biológicos de acordo com as regras pactuadas para a gestão de uma competição entre as partes que acordam em cumprir os princípios desportivos

Se espera de todo indivíduo que seja fiel em sua sociedade. Que trata com urbanidade e amor todo indivíduo que faça parte deste casamento, que estabelece uma forma associativa do vínculo, que é permitida entre as partes de um modelo de fixação territorial.

Ninguém deve ter medo de dizer ao outro que verdadeiramente o ama. Amar é concordância de propósito recíproco. Não importa o sexo, não importa a identidade, não importa a etnia, porque todos estão em pelo menos um tipo de estabelecimento de união, entre si; ou seja, numa consagração chamada casamento, que é a base e alicerce da continuidade desta espécie chamada homo sapiens.

Você pode até tentar negar essa realidade em dizer que pode existir outra pessoa que não faça parte da mesma sociedade e que, portanto, não está pactuada em casamento contigo, mas não será capaz de negar que todos estão em laços maritais por viverem um único planeta, e quiçá, no mesmo universo, ou carregarem os laços por serem seres humanos simplesmente.

O autor é psicopedagogo clínico e empresarial, especialista em neurociência clínica, MBA em marketing, redes sociais e teoria psicanalítica, bacharel em estatística e ufólogo

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