Tribuna do Leitor

LEGISLATIVO BAURUENSE DEBATERÁ SISTEMA CARCERÁRIO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

Fabrício Genaro
| Tempo de leitura: 2 min

Na próxima quinta-feira (16), a Câmara Municipal realizará audiência pública para discutir a situação do sistema penitenciário em Bauru, tendo em vista a rebelião ocorrida recentemente em nossa cidade. Palco desse cenário, que resultou na fuga em massa de presos e na destruição quase total do prédio, o Centro de Progressão Penitenciária (CPP 3) foi construído na década de 40 para ser uma escola agrícola. Em 1955 o imóvel foi transformado em unidade prisional que passou ser chamado Instituto Penal Agrícola (IPA) e décadas depois (2008) tornou-se o CPP 3.

Durante o ano de 2014 ventilou-se a possibilidade de desativação dessa unidade para abrigar uma escola de policiais em nosso município. O assunto tomou conta dos noticiários locais e até uma campanha foi criada em favor da proposta. Os sindicatos da categoria dos trabalhadores do sistema prisional - Sindcop e Sifuspesp - se mobilizaram contra o fechamento da instituição, não se opondo à ideia da criação da escola, entretanto, que fosse em outro local. Segundo os sindicalistas, além do problema pontual que seria a remoção dos 255 postos de trabalho, haveria ainda um problema estrutural, uma vez que, com o fechamento do CPP 3, a população carcerária teria que ser deslocada a outras unidades existentes na cidade aprofunfando a superlotação já existente.

Informações extraoficiais da época davam conta que o local abrigaria no futuro um grande condomínio de luxo e que a criação de uma escola de soldados seria apenas um pretexto para desativar a unidade prisional. Embora localizado na zona rural, com o passar do tempo esse local passou a ficar muito próximo do centro urbano, perto de bairros da zona norte ligado pela a Avenida Nações Norte e com grande expectativa de valorização no mercado imobiliário, afinal, trata-se de uma área de 271 alqueires. A ideia não prosperou, mas em virtude da destruição causada pelo motim, não será nenhuma surpresa se o assunto for requentado ainda mais em tempos onde a palavra de ordem frequente é o tal "destravamento" da cidade.

 

Comentários

Comentários