Cultura

Vila Falcão: muita história para contar

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Samantha Ciuffa
A todo vapor: Andressa Celestino, Ana Bertizoli, Marise Corral, Carlos dos Santos, Jair Odria, Cristóvão Corral, Marcia Elvira e Carlos Romacho fizeram pausa para foto no barracão
Agremiação investe nos detalhes para conquistar o bicampeonato no Sambódromo. Na foto, Carlos Romacho trabalha no nome da escola

O bairro tem tradição no Carnaval (e em muitos outros setores); por isso, nada mais justo que homenageá-lo em uma grande festa. Desfilando no Sambódromo sábado (25), a Mocidade Unida da Vila Falcão apresenta seu berço no enredo “Da batalha dos trilhos às glórias da Panela”.

Com 600 participantes, 8 alas e 4 carros alegóricos a agremiação vai lembrar dos pioneiros da comunidade às margens da ferrovia e ressaltar importância do bairro hoje, que reúne universidade, o Estádio do Noroeste e o ginásio Panela de Pressão, casa do bem sucedido basquete bauruense.

Os indígenas e a comunidade de negros que fundou a capela de São Benedito também serão homenageados. “Inclusive teremos uma réplica da primeira igreja no desfile”, antecipa o presidente, Jair Fontão Odria.

Campeã de 2016, a Mocidade não parou no título: organizou sua sede, desenvolveu ações sociais e realizou diversos eventos que não só serviram para arrecadar recursos, mas também para unir a escola e atrair mais torcedores.

“Trabalhamos bastante ao longo do ano para fazer um Carnaval que agrade e contagie o público. Claro que há desafios e a dificuldade pela demora no repasse da verba que vem da Secretaria de Cultura, mas o clima é ótimo, o pessoal é muito dedicado”, contou Jair, citando de cabeça uma lista enorme de colaboradores do barracão e da sede.

BEM UNIDA

Uma das novidades da agremiação este ano é o carnavalesco Flávio Silveira, que mora em Ourinhos e atua há mais de 10 anos no Carnaval de Piraju. “Fui bem recebido e estou muito feliz; a Mocidade é uma família. E ela vem com bastante garra para conquistar o bicampeonato. O público pode esperar mais luz, adereços e detalhes”, promete.

E também pode contar com a batida nota 10 da bateria Bacharelado do Samba, com 70 ritmistas sob o comando de Marcus Flores Soares, lá mais conhecido como Marcus Baby. “Iniciamos nossa escolinha em março de 2016 e paramos em outubro. A partir disso, o foco não era mais ensinar e sim trabalhar o andamento da bateria em cima do samba-enredo”.

O “termômetro” foi a participação nos eventos da Mocidade. “O bom de tocar o ano todo com o mesmo grupo é a união que conseguimos, o respeito e o prazer de fazer aquele ritmo com responsabilidade e alegria”, afirma o mestre de bateria.

“O segredo do sucesso é a agremiação dar condições de trabalho, ter uma diretoria de bateria competente e paciente para ensinar e, principalmente, os ritmistas comparecerem aos ensaios”.

Por enquanto, os encontros são às terças e quintas, a partir das 19h, na sede, na avenida Elias Miguel Maluf, 3-76. E o objetivo é intensificar os ensaios na próxima semana.

Para saber mais acesse: https://www.facebook.com/mocidadebauru

 

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