Segundo o artigo 101 da Constituição Federal de 1988, os ministros do STF são escolhidos entre os cidadãos brasileiros que tenham notável saber jurídico e reputação ilibada. Segundo o dicionário, ilibado é um adjetivo que representa algo “não tocado, sem mancha, puro. Que ficou livre de culpa ou de suspeita, reabilitado, justificado”.
Pois bem. Alexandre de Moraes, o escolhido por Michel Temer para compor uma das cadeiras do Supremo, esteve envolvido em uma série de acusações de plágio acadêmico, como pudemos observar no noticiário dos últimos dias. A sabatina de Alexandre de Moraes no Senado foi marcada para a próxima terça-feira, dia 21 de fevereiro.
Os aliados de Temer no Senado tentaram apressar essa sabatina, com medo da péssima repercussão que o nome de Alexandre de Moraes tem causado, tanto no Brasil quanto no exterior.
Além de tudo o que sabemos (ser uma indicação partidária, já ter representado uma organização criminosa, péssimo trabalho como ministro para conter as rebeliões em presídios), a indicação do agora licenciado ministro da Justiça é ainda mais vergonhosa, caso analisemos estas acusações de plágio.
Um indivíduo que plagia artigos acadêmicos sem citá-los não só está agindo em desacordo com ética e etc, mas sobretudo está cometendo um crime. Você gostaria de ser representado por alguém assim? Alexandre de Moraes tem uma reputação ilibada, na sua opinião?
Feitas essas considerações, necessário informar que o Senado está abrindo uma oportunidade de comentarmos ou enviarmos perguntas para a sabatina de Alexandre de Moraes via portal e-cidadania do Senado (http://www12.senado.leg.br/ecidadania/). Creio que vale a pena pelo menos registrar algo, sobretudo procurar questioná-lo sobre as matérias do plágio, se ele se sente à vontade de representar o país tendo que responder a todas estas acusações.