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Responsável por atender 1,5 mil pessoas por ano, Acop vive desafio

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo/JC Imagens
Presidente da Acop, Jeferson Silva Campos observa que a entidade é maior prestadora de serviços para a prefeitura

Os salários dos 120 funcionários da Ação Comunitária São Francisco de Assis (Acop) estão atrasados desde o último dia 5, devido a um problema na prestação de contas da entidade. Para voltar a receber o repasse da Prefeitura de Bauru, a instituição terá de devolver R$ 264.751,00 aos cofres públicos.

Titular da Secretaria Municipal de Economia e Finanças, Everson Demarchi reforça que só conseguirá liberar o dinheiro à entidade, caso as contas sejam regularizadas. Inclusive, a prestação é feita anualmente, condição para que o convênio junto ao município se mantenha.

Em 2016 inteiro, a Acop recebeu R$ 4.886.512,00, valor que é repassado mês a mês. Do total, deixou de justificar o uso de R$ 264.751,00. “Logo, o que não foi utilizado tem de retornar aos cofres públicos”, defende o secretário. Enquanto isso não ocorre, o repasse deste ano não pode ser feito.

Presidente da Acop, Jeferson Silva Campos alega que a entidade é a maior prestadora de serviços para a prefeitura, já que administra 11 projetos e atende, em média, 1,5 mil pessoas ao ano, entre crianças, adolescentes, jovens, idosos e famílias, todos em situação de vulnerabilidade social.

Campos reconhece que houve, de fato, um problema na prestação de contas, porém, está negociando a regularização junto à prefeitura. O objetivo é conceder um imóvel pertencente à instituição para quitar a dívida. Segundo ele, a expectativa é de que a situação seja resolvida até a próxima segunda-feira.

Além disso, Campos garante que os serviços prestados pela Acop não chegaram a ser prejudicados, uma vez que os funcionários estão trabalhando. Estes, por sua vez, receberam o vale-alimentação e o vale-transporte em dia, exceto a remuneração propriamente dita.

MONITORAMENTO

Titular da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), José Carlos Augusto Fernandes alega que está monitorando a Acop. Caso a entidade demonstre dificuldades em realizar qualquer serviço, Fernandes informa que poderá devolvê-lo à secretaria. De imediato, a pasta providenciará a substituição. “O serviço público não pode ser suspenso”, constata.

Vice-presidente da Associação das Entidades de Assistência e Promoção Social (Aeaps), Edemilson Arias Pinotti considera a situação grave, porque a população será diretamente prejudicada, se a Acop não conseguir se reerguer. De qualquer forma, mostrou-se solícito para ajudar, porém, disse que a Aeaps não foi acionada neste sentido, pelo menos, por enquanto.

SERVIÇO

A Acop sobrevive do convênio com a Prefeitura de Bauru e costuma participar de diversos eventos para angariar recursos, tais como a Festa do Sanduíche Bauru e a Casinha do Papai Noel.

A entidade também aceita doações, principalmente, a partir de agora. Se alguém quiser ajudar, basta entrar em contato por meio do telefone (14) 3243-2650.

 

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