| Estadão Conteúdo |
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| Estrutura de assessoramento dos gabinetes de liderança partidária e do governo foi criada por uma lei aprovada em 2003 |
Em meio ao plano de corte de gastos com servidores e serviços, a Câmara Municipal de São Paulo decidiu criar três cargos novos de coordenador de liderança partidária que vão custar R$ 986.848,00 por ano aos cofres públicos.
Com salário de cerca de R$ 20 mil mensais, os cargos de liderança serão ocupados por funcionários comissionados indicados por três partidos que não tinham e passaram a ter vereadores na atual Legislatura: PTN, PSC e Novo.
Todos as siglas possuem apenas um parlamentar eleito e mesmo assim contarão com a estrutura de gabinete de liderança. Autora do projeto, que já foi aprovado em primeira votação, a Mesa Diretoria alega que é preciso garantir "isonomia" entre as bancadas partidárias. A segunda e última votação deve ocorrer semana que vem.
A estrutura de assessoramento dos gabinetes de liderança partidária e do governo foi criada por uma lei aprovada em 2003. "Contudo, com o passar dos anos e a criação de novos partidos políticos, verificou-se que a quantidade de cargos de coordenador de liderança trazida pela lei é insuficiente para contemplar todos os partidos políticos com representatividade nesta Casa", afirma a Mesa.
De acordo com o Legislativo, com as eleições municipais de 2016, 18 partidos passaram a ter assento na Câmara, além da liderança de governo, e a legislação atual dispõe de somente 16 cargos de coordenador de liderança.
"Assim sendo, três lideranças não seriam contempladas com um coordenador, o que não pode vir a acontecer, haja vista que todos os partidos políticos devem contar com aparato para que funcionem adequadamente, de modo a que tenham sua representatividade preservada”, argumenta.
