| Samantha Ciuffa |
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| Novo gerente executivo regional do INSS de Bauru, Samir Salmen assumiu o cargo no dia 17 de janeiro deste ano |
Com 32 anos de formação médica, o gastrocirurgião Samir Salmen, 56 anos, assumiu a gerência executiva regional do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Bauru no mês passado, no lugar de Josué Lopes Moreira, que atuou por 14 anos no cargo.
O novo gerente executivo inicia a gestão priorizando três ações: melhoria da assistência aos segurados, adequação das antigas e novas agências no que diz respeito à acessibilidade e investimento na qualidade de vida dos funcionários da autarquia.
Ele reconhece, porém, a dificuldade para atender a demanda, uma vez que, no período de um ano, houve aumento de 58,5% no número de beneficiários que recebem auxílio-doença no Brasil, percentual que impacta todas as agências, inclusive a de Bauru.
Por isso, entre os desafios de Salmen no comando da autarquia, está o de transmitir para a sociedade a importância do INSS, que, com mais de 100 anos no Brasil, é a “garantia e sustentabilidade do nosso bem-estar no futuro”, diz.
“Em todo País, são 1.600 unidades de atendimento que sustentam, com seus proventos, mais de 90% dos municípios brasileiros. Na gerência executiva de Bauru são 17 agências regionais que compreendem Bauru e mais 16 cidades”, discrimina.
O médico perito do INSS e especialista em segurança e medicina do trabalho reitera que sua gestão enfatizará, em primeiro lugar, a assistência aos segurados. “Para isso, foram construídas várias novas agências, através do plano de expansão”. Outra prioridade de Salmen à frente da autarquia foca adequação das agências na questão da acessibilidade.
“Boa parte dos nossos segurados são pessoas adoecidas ou com alguma deficiência. Algumas agências da região já passam por reformas”, destaca.
O investimento na qualidade de vida dos servidores também faz parte das prioridades gestacionais do novo gerente executivo. “É preciso verificar aspectos como os exames periódicos, bem como realizar atividades com os funcionários”, diz.
Salmen frisa ainda ações de melhoria no ambiente de trabalho dos funcionários, incluindo o sistema de informatização. “Ele (servido) trabalha com a saúde do outro, com a previdência do outro e a expectativa que outro tem em relação ao futuro”, justifica.
REVISÃO
Após ter sido interrompida em novembro, o processo de revisão dos benefícios por incapacidade foi retomado nesta segunda-feira pelo INSS. O alvo da revisão são segurados que não passaram por perícia nos últimos dois anos.
De acordo com Salmen, 2.018.587 pessoas em todo o Brasil serão convocadas, sendo 840 mil perícias referentes ao auxílio-doença e 1.178.000 à aposentadoria por invalidez. “Os segurados não precisam correr”, afirma o médico, ao explicar o processo de convocação.
Primeiramente, o beneficiário receberá uma carta de aviso. Após o comunicado, ele terá cinco dias úteis para agendar a perícia ligando no 135. Quem não atender à convocação ou não comparecer na unidade do INSS na data estipulada, tem o benefício suspenso.
“Em caso de suspensão, para reativar o benefício, a pessoa deverá procurar uma agência da autarquia e agendar a perícia, para a qual deve-se levar toda a documentação médica disponível como atestados, laudos, receitas e exames”, orienta Salmen.
Número de beneficiários com auxílio-doença chega a aumentar 58,5%
Em um ano, o INSS teve aumento de 58,5% de beneficiários com auxílio-doença em todo o Brasil. Embora a demanda tenha crescido, o quadro de funcionários não foi reforçado, o que impactou no atendimento.
A informação foi prestada pelo novo gerente executivo da regional do INSS, Samir Salmen. Ele não detalhou o que teria motivado o crescimento. Associado a esse aumento, o médico aponta um grande número de pessoas que passaram a procurar as unidades em busca de informações tanto sobre a revisão dos benefícios por incapacidade quanto pela reforma previdenciária, em pauta no Congresso Nacional.
Salmen reconhece que a somatória desses fatores deixa moroso o processo de liberação dos benefícios. “Porém, é possível agendar a perícia por telefone e, em 90% das vezes, ser atendido no local onde o benefício foi pleiteado, com hora marcada e ainda ser chamado 10 minutos após a chegada na agência. Isso é um avanço que precisa ser reconhecido”, finaliza.
