| Aceituno Jr. |
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| Parte da bateria ensaia para o desfile na segunda, dia 27, no Sambódromo; muitos jovens participam |
Com o enredo “O Azulão vira jogo e vira o jogo, a sorte está lançada”, a escola leva para o desfile no Sambódromo na próxima segunda-feira (27), a diversão, o desafio, o ganhar e o perder envolvidos na prática de jogar.
Os 450 participantes do Azulão do Morro, distribuídos em 12 alas e 3 carros alegóricos, cantam e sambam os mais variados tipos de jogos, sejam os de estratégia e tabuleiro ou os de azar e místicos. Até os jogos de sedução vão para a avenida.
“A intenção é fazer um desfile original, ousado e bem objetivo, para que as pessoas entendam as fantasias e alegorias. Vamos apostar todas as nossas fichas, não temos medo de arriscar,” destaca a carnavalesca Cristiane Ludgério.
Ela, que sempre amou a festa e já foi Rainha da Diversidade do Carnaval por duas vezes, estreia na função. “É um desafio imenso escrever a história do enredo, desenhar tudo, criar os figurinos e trazer para a realidade. Mas também é maravilhoso entrar nesse mundo lúdico e ultrapassar meus próprios limites”, compartilha.
E Cristiane não ficou só nas ideias, também colocou a mão na massa. “Costurei a primeira fantasia de todas as alas, as da comissão de frente e dos dois casais de mestre-sala e porta-bandeira”.
Sobre outros detalhes, Cristiane faz mistério. “Como vamos falar de jogo, não pretendo contar as estratégias nem blefar. A expectativa é fazer um Carnaval bonito!”.
| Aceituno Jr. |
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| Kelly Britto, Ronaldo Graminha e Julio César trabalham nos preparativos finais para a grande festa: cada peça pronta é um estímulo |
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| Cidinha do Azulão, amor pela escola de samba que ela mantém em casa: “garra e alegria nós temos!” |
EM CASA
Não por acaso a presidente da escola de samba, Aparecida Caleda, é mais conhecida como Cidinha do Azulão. Na frente da sua casa, acontecem os ensaios, dentro são guardadas as fantasias, em um salão da família fica o restante do material. Ou seja, ela realmente vive o Carnaval!
“Não é fácil, por causa na demora da verba. A gente vai se apertando... Mas cada fantasia que fica pronta e vai formando as alas, é uma alegria e um estímulo para continuar”, conta Cidinha.
Mesmo com as dificuldades e uma equipe boa, porém pequena, a agremiação que começou como bloco não pensa em desistir. “Nosso bairro, o Jaraguá, é muito marginalizado. O Azulão mostra outro lado da nossa comunidade, leva algo bom”, ressalta a presidente.
Há, claro, outros motivos para seguir em frente. “Nosso samba levanta a galera, o ano passado foi lindo demais. Isso mexe com a gente, que desfila mais feliz. Quando o povo vibra com a gente é muito legal. Esperamos contagiar o público de novo”.
Para isso, Cidinha convida a comunidade a prestigiar a folia. “Quem não pode participar com a gente desfilando, que esteja na torcida no Sambódromo. Ouvir o grito de guerra dá aquela emoção... Agradecemos a todos que estão com a gente”.
E com certeza vai valer a pena. “Não faltam garra e alegria. Vai ser bonito e bem colorido. Sempre tentamos fazer nosso melhor”, conclui.
Veja mais na página https://www.facebook.com/azulao.domorro.
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