Polícia

Mãe e filho de 46 e 20 anos são flagrados com R$ 4,3 mil em notas falsas em Bauru

Francisco Brunelli
| Tempo de leitura: 2 min

PM/Divulgação
A negociação de compra e venda de R$ 4,3 mil teria ocorrido por um aplicativo de celular para troca de mensagens

Uma mulher e um jovem, respectivamente mãe e filho, foram presos em flagrante com R$ 4.300,00 em notas falsas, no Jardim Nova Esperança, em Bauru. A.R.M., 46 anos, e P.H.T., 20 anos (somente as iniciais foram informadas), foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal (DPF) local.

O caso foi registrado na noite da última quinta-feira (23), quando os dois foram abordados por uma equipe de Força Tática dentro de um veículo estacionado na rua Sargento Manoel Faria Inojosa. De acordo com a Polícia Militar, mãe e filho agiriam em Bauru e região. Eles foram detidos por envolvimento no comércio e falsificação de dinheiro.

Aos policiais que participaram da ocorrência, ambos teriam confessado os crimes. Segundo os acusados contaram à corporação, após comprovarem o depósito do valor cobrado pelos fornecedores, eles recebiam as notas por correspondências, dentro de revistas, para não serem identificadas pelos Correios durante a averiguação dos conteúdos.

A negociação de compra e venda teria ocorrido por um aplicativo de celular para troca de mensagens. Na residência da família, os policiais localizaram envelopes de correspondência.

Segundo a delegada-chefe da DPF, Karen Dunder, a unidade conduz, atualmente, ao menos três inquéritos para investigar crimes com o mesmo modo de ação. 

“Fábricas de notas falsas enviam pelos Correios, que não tem como aferir os conteúdos, por estarem em embalagens fechadas”, frisa, salientando que há registros da prática criminosa em várias partes do País.

Muitas vezes, ela diz, são grandes quantidades de cédulas falsas, ofertadas até mesmo em perfis de redes sociais, de maneira explícita. “A negociação também ocorre de maneira online, por troca de mensagens na própria rede social ou em outros aplicativos de celulares. E, infelizmente, é raro conseguir a quebra de dados destes aplicativos, o que dificulta as investigações”, detalha Karen.

Para ela, o fato de as notas terem sido apreendidas na época do Carnaval não é mera coincidência. “Eles aproveitam grandes eventos, principalmente à noite, onde há aglomeração de pessoas que estão consumindo bebidas alcoólicas, para aumentar as chances de transmitir o dinheiro falso sem serem percebidos”, completa.

 

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