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Confira os sambas-enredo das seis escolas de Bauru


| Tempo de leitura: 5 min

Desfile de sábado, 25/02

Águia de Ouro

Enredo: “Prepare o seu coração, pras coisas que eu vou te contar, eu venho lá do sertão e a Águia de Ouro vai te mostrar #mundosertanejo”

Composição: TchayOhara, Jorge Santtanna e Kety Andrade

Toca sanfona e pandeiro, Águia de Ouro é quem faz

O sertanejo gostoso, xonado demais.

De norte a sul do Brasil, ai que delícia ó trem bão

Segura peão

Tocou, mais um berrante a anunciar, nessa avenida a comitiva Águia de Ouro vai passar

Tem carro de boi no estradão, a casa na roça a lenha no fogão

A viola em verso e prosa a tocar

A dança catira caipira, cumadi e cumpadi chegou

Contando uma linda história de amor

O galo cantou

Raiou-se o dia

Levanta bem cedo, começa a rotina

Arando o solo, enxada no chão

Pra colher o nosso pão

Na agricultura milenar, nas colheitas se ouviam passarinhos a bailar

Na pecuária, semeia o crescimento da nação

Nossa Senhora, mãe querida, a padroeira do Brasil

Derrama seu manto sagrado pra nossa divina proteção

Dançando arrasta pé bem gostoso

Do Rastro até Barretão

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Acadêmicos da Cartola

Enredo: “Felizes para Sempre no reino encantado da Cartola”

Composição: Ronaldo Lima e Japa

Vem brincar de ser criança,

Vem curtir essa magia

É Carnaval, que alegria

Reino encantado é o nosso sonho

Que se fez...

Canta Cartola, “era uma vez”.

Cinderela na Avenida vem nos convidar,

Pra ver o mundo de rainhas, fadas madrinha

E lindos contos para se admirar

A vida é uma lembrança

E quando é infância te faz viajar

Voar em um tapete mágico

Deixe a imaginação te levar

“Fantástico” como uma noite para bailar

O amor, a vida transforma

O egoísmo criou essa historia

Vem ser feliz na Cartola, fazer

Desse conto aventura real

“Hoje eu sou chapeuzinho e você lobo mau”

A solidão, não é o melhor conselho...

Quanta maldade, madrasta a beleza e o espelho

Grandes amigos a se encontrar,

Sete razões para viver e sorrir

De seu castelo, um lindo príncipe a surgir...

Casa de doce é a tentação, bruxa malvada sem coração

Dois inocentes prestes a fugir “João... Maria”

O medo é capaz de fazer desistir,

Coragem te induz a vencer o dragão.

No final da história, o bem é que vence

Seremos felizes para sempre.

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Mocidade Unida da Vila Falcão

Enredo: “Da batalha dos trilhos, às glórias da Panela”

Composição: Val da Vila, Wagner Nescau, Gustavo, André Odria, Michael Mammoccio e Juninho Água Podre

Da batalha pelos trilhos,

Às glórias da Panela,

Vejam só quem vem lá... É ela!

Mocidade Unida, a desfilar

Vila Falcão a sua história vou contar

(2 vezes)

Coroados, índios caiagangues em defesa do seu chão

Contra os pioneiros que chegavam à região

Trazendo os trilhos do progresso

Na bagagem, coragem e esperança

Com resistência formando aliança

Na batida do tambor, o negro se libertou

Construiu uma capela pra louvar o Benedito protetor

Os imigrantes da lavoura do café,

Suor no rosto. No peito, a fé!

Paraíso de beleza singular

Hoje nossa escola vem te exaltar!

Minha vila, lugar de Confiança

Reduto de sambistas, tem faculdade do samba!

Bacharelado a tocar, faz arrepiar

Feliz da vida, a emocionar

(2 vezes)

No esporte se consagrou

Que saudade dos antigos carnavais

Nos blocos, os mascarados

Tempos que não voltam mais...

Bauru... Basquete e vôlei sensacional

A Fúria louca lá da central

Maquininha, rolo compressor

A velha guarda, canto aos imortais

Comendador, não lhe esqueceremos jamais!

Desfile de segunda, 27/02

Azulão do Morro

Enredo: “Azulão vira jogo e vira o jogo, a sorte está lançada”

Composição: Valdemir Cavalheiro

Podem aplaudir, a noite é nossa

O show vai começar podem apostar

Que eu vou quebrar a banca

Jogar até o sol raiar

No tabuleiro da vida,

Num jogo de pura emoção

Lancei a sorte nas asas, do meu Azulão

Olha o jogo companheiro, coringa não pode faltar

No carteado piscando tem zap no olhar

Gira roleta gira, deixa ela girar e vai girar

Em noite de esplendor

De azul e branco a desfilar

É hora... E hora da virada Meu Amor

Feliz da vida eu tô que tô

Vou exaltar meu pavilhão nessa avenida

Bater no peito e cantar bem forte o orgulho de ser Azulão

Alô, alô arquibancada

Alô galera, alô geral

Uma estratégia e uma jogada

Um xeque mate nesse Carnaval

Cartas, runas e tarô o o o

O que o I Ching revelou

O futuro mostra pra você

Consultando os búzios para ver se vai dar

Sorte ou azar

Jogos Olímpicos unindo nações

Somos campeões...

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Tradição da Zona Leste

Enredo: “Enredos maravilhosos que nos levam a viajar por épocas distintas e as histórias vivenciar”

Composição: Gisele Baroni Saes/ Nescau

O lado Leste é minha vida

Minha verdadeira paixão

A mais amada, o meu leão

A verde e branco, minha querida Tradição

Vou relembrar nossas histórias

Tamborim de Ouro dos meus Carnavais

Egito então surgiu, deuses a se cultuar

Decifra-me ou te devoro, disse a Esfinge

Com o Nilo a testemunhar

Cleópatra a escravizar

Fôra picada seu reinado terminar

Cada um na sua crença

Mãe África axé herdeiro de calanga

Angola e Guiné

Mistura de raças, crença e devoção

Clamando ao seu santo a libertação

Chico Rei, nossa eterna gratidão

Quá, Quá, Rá, Quá, Quá

Wilson Nogueira Palhaço Gira Gira

As luzes nunca hão de se apagar

O circo é alegria popular

A alegria do palhaço

Não ver o circo pegar fogo,

Mas sim o sorriso

Estampado na face do povo

Na Amazônia formosa índia

Numa flor virou

De tanto que a lua e as estrelas ela admirou

Se transformou ...

Na estrela do Rio

Vitória Régia a flor do meu Brasil

E o meu leão nessa avenida

Vem te fazer delirar

Com as histórias que acabamos de contar.

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Coroa Imperial da Grande Cidade

Enredo: “Sou índia guerreira, lançada à fogueira, eu sou Anahí”

Composição: Léo do Rasi

ÔÔÔÔ O canto de Anahí ecoou

Um cantar melodioso, avisando o povo

Que a minha verde e rosa chegou

Anahí... Índia guerreira da tribo Guayaquis

Que com a magia do cantar

Tinha o poder de encantar, quem pudesse ouvir

Na fauna e flora do seu habitat natural

Quando Anahí cantava

A paz reinava, numa harmonia sem igual

O colibri beijava a flor com mais amor

O mesmo amor que sinto, e é tão especial

É o amor pela minha flor... A Coroa Imperial

Quero cantar e brincar... Eu quero me divertir

Vem a baiana girar, e ver o povo aplaudir

Embalado pelo canto de Anahí

Mas o homem branco chegou, matou e desmatou por ganância

E aquela voz que cantava, de repente bradava... vingança

Mas sua fragilidade não venceu a maldade

E a nossa índia guerreira foi condenada á fogueira

Corpo coberto em chamas... Nenhum gemido de dor

Nos olhos do homem branco, o pavor

Enquanto o fogo ardia... Linda canção se ouvia

E nascia uma linda flor (ÔÔÔ)

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