Cultura

Salgueiro e Beija-Flor foram destaques da primeira noite no sambódromo

Por Roberta Pennafort, Mariana Sallowicz e Fábio Grellet | AE
| Tempo de leitura: 1 min

Divulgação
Ivete Sangalo desfila ao lado do marido Daniel e do filho Marcelo na Grande Rio

A noite que começou com um "inferno", um acidente grave e raro, terminou no "paraíso", com a caprichada apresentação da Beija-Flor, uma visão poética do amor entre a índia Iracema e o português Martim Soares, retratada no romance de José de Alencar, de 1865.

A Grande Rio entrou na avenida ainda sob o impacto do acidente, mas contou com a estrela de Ivete Sangalo, que conquistou o público com duas apresentações, abrindo e fechando a escola. Mas a verdadeira apoteose viria com os dois últimos desfiles, o do Salgueiro e o da Beija-Flor.

A primeira fez uma apresentação memorável, apoiada no samba, um dos melhores do ano, e na força de seu enredo. A divina comédia do carnaval foi inspirada na obra de Dante Alighieri, do século 14, e, como prometido em seu hino, o Salgueiro tingiu a avenida de vermelho - e branco. As cores salgueirenses simbolizavam o inferno, cheio de seres endiabrados e tomados pela luxúria, e o céu, de flores e divindades africanas.

Samba na luz. A Beija-Flor se esmerou nas fantasias e carros alegóricos, como de costume. E o samba foi cantado em bom som pelos componentes, que se apresentaram já com o dia claro.

A novidade das alas com fantasias diferentes para os "desfilantes", como se fossem tribos, teve efeito visual interessante. O senão foi a repetição de índios e mais índios e animais da floresta. Para quem já havia visto os da Imperatriz e resistia ao cansaço, ficou repetitivo.

Comentários

Comentários