Tribuna do Leitor

Quem esquece o passado

Por Rafaella Faria | estudante
| Tempo de leitura: 1 min

Qual seria o sentido da vida se já soubéssemos vivê-la? O comodismo do passado é tentador, viver sem perspectivas, sem modificações, mas precisamos ignorar esse instinto e focar no agora. Sempre estamos buscando superar a nós mesmos, e como é que fazemos isso se nos perdemos no antes?


Não podemos voltar no passado e desfazer nossos erros, eles são necessários para o desenvolvimento do caráter de cada um, mas não é o que te define. A maneira como pensávamos há um, quatro ou seis anos atrás não é a mesma que pensamos agora. O ser humano está constantemente mudando e evoluindo, nós renascemos a todo momento.


Máquinas do tempo não existem, é impossível voltar e fazer um começo diferente, apagar as escolhas, erros, memórias e problemas, mas podemos recomeçar agora e fazer um novo fim. Nossos erros, por mais estúpidos que tenham sido, têm uma vantagem: jamais se repetirão. Mas como em todos os erros, sempre existe uma exceção, aquela minoria que vai contra a correnteza, tropeça no meio do caminho e acaba voltando aos mesmos erros.


Ninguém é perfeito, somos falhos e vamos continuar cometendo falhas. Nunca sentimos remorso daquilo que fizemos, mas sim do que deixamos de fazer, por isso se arrisque, não tenha medo de errar, aliás, será só mais uma em meio a tantas outras experiências.


Já dizia José Ortega y Gasset: “O importante são as lembranças dos erros, que nos permite não cometer sempre os mesmos. O verdadeiro tesouro do homem é o tesouro dos seus erros, a larga experiência vital decantada por milénios, gota a gota.” Tem uma diferença em viver no passado e aprender com ele, só cabe a nós escolher.

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