O dólar fechou em queda de 1,15%, cotado a R$ 3,115 e terminou a semana com leve variação positiva. Apesar de toda a expectativa com o discurso ontem da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, o efeito acabou sendo contrário ao esperado. Ela de fato corroborou a possibilidade de aumento de juros este mês, mas, como os mercados já tinham precificado essa possibilidade.
Apesar de ter reforçado a possibilidade de aumento de juros este mês, Yellen comentou que o BC norte-americano não está atrás da curva e que a normalização dos juros nos próximos meses ainda será gradual.
A Bovespa subiu 1,41% para 66 785,53 pontos, em um pregão de recuperação das perdas da véspera Essa melhora foi influenciada em grande medida pelo bom desempenho das ações do setor financeiro, grupo de maior peso na composição do índice. O volume de negócios, no entanto, foi um dos menores dos últimos dias e totalizou R$ 7,01 bilhões.
No grupo dos bancos, o principal destaque ficou com Banco do Brasil ON, que disparou 4,87% em repercussão a declarações do presidente da instituição, Paulo Caffarelli, em encontro com analistas na quinta-feira. O executivo falou sobre as diretrizes da gestão e priorizou questões que agradaram ao mercado, como a rentabilidade. Ainda no grupo financeiro, subiram Bradesco PN ( 2,36%), Santander Unit ( 1,88%) e Itaú Unibanco PN ( 1,82%).
Na contramão da média do mercado estiveram as ações de empresas exportadoras, que ontem haviam subido de carona com a alta do dólar e ontem perderam força junto com a queda da moeda norte-americana. Cosan ON (-2,29%) e Marfrig ON (-2,08%) lideraram as perdas do Ibovespa.