Esportes

Rio Branco vence Noroeste por 2 a 1

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 5 min

As limitações do Esporte Clube Noroeste custaram a derrota, de virada, para o Rio Branco de Americana. Triste para os 1.970 bauruenses que foram domingo cedo ao estádio Alfredo de Castilho, na Vila Pacífico para incentivar o time. O Alvirrubro saiu sob vaias. Aplausos, somente para Francisco Cefaly Neto, Chiquinho, goleiro homenageado na entrada das equipes, que pegou bolas no tempo em que se jogava sem luvas.  

O time bauruense sai de vez da zona do G8 na tabela de classificação e, o pior, passa a ficar mais próximo da degola. Em casa, o Norusca acumula nesta série A3 2017 apenas uma vitória, na estreia por 1 a 0 contra o São Carlos, em casa. 

Depois, o Alvirrubro acumulou um empate com a Inter de Limeira (2 a 2) e perdeu os dois últimos - 1 a 0 para o Atibaia e, neste domingo, 2 a 1 para o Rio Branco. Agora, o Noroeste tem saldo de um gol negativo em casa (marcou quatro e levou cinco) e aproveitamento de apenas 33% em seus domínios - foram quatro pontos em 12 disputados. 

A derrota no Alfredão manteve a equipe de Marcelo Sangaletti com apenas 11 pontos - o Desportivo Brasil, primeiro na zona de rebaixamento, tem 10. O Noroeste volta a campo na próxima quarta-feira, pela 9.ª rodada do campeonato, jogando fora de casa contra o Paulista em Jundiaí, no estádio Jaime Cintra, às 19h30.

O JOGO

Na primeira falha do jogo, logo aos três minutos, o Noroeste conseguiu abrir o placar. Forçando jogada pela direita (por onde Vilson foi muito bem na primeira etapa), o Norusca fez o seu. Citta Júnior cobrou rápido um lateral, mas a bola ficou nos pés do zagueiro Thiago. O defensor tentou recuar para o goleiro Ronaldo e acabou devolvendo para Rodolfo do Norusca, que só serviu a Gabriel Barcos. O atacante bateu na saída do arqueiro, no canto.

Bruno Freitas
O ex-goleiro Chiquinho foi homenageado no jogo desse domingo (5) no Alfredão

O erro grosseiro pareceu atordoar o Rio Branco. A Maquininha Vermelha esboçou condições de se aproveitar desse momento da partida. Em outra boa troca de passes pela direita, de novo com a participação efetiva de Vilson, Iatecola deixou o ataque noroestino na cara do goleiro, mas a conclusão foi pelo alto, permitindo a defesa do goleiro do Rio Branco. Uma chance incrível de fazer 2 a 0, o que poderia dar tranquilidade à equipe no jogo.   

Ao contrário, o Norusca não aproveitou e o Rio Branco foi encaixando sua proposta de jogar no erro do adversário em campo. O empate foi um castigo. O Rio Branco apertou, em subida pela esquerda de seu ataque, e conseguiu empatar antes do intervalo. Em jogada do Alvinegro de Americana, Tiago Silva lançou para Wellington pela esquerda. O jogador tentou cruzar na direção de Wallace, mas a bola bateu na marcação, encobriu o goleiro Airon e, ao tentar interceptar a bola, pelo alto, o zagueiro Vitor Gava foi parar unto com a bola dentro do próprio gol, aos 34 minutos.

O Noroeste tentou retomar a rédeas da partida. Mas não conseguiu. Em jogada de contra-ataque, Bruno invadiu a pequena área e foi escorado, mas o árbitro Anderson Faustino Cordeiro considerou normal a trombada com o zagueiro, apesar das reclamações dos jogadores do Norusca e de queixas da torcida. 

No segundo tempo, o time da casa chegou com perigo pela primeira vez aos três minutos, mas desperdiçou. Sem sintonia, a equipe comandada por Marcelo Sangalatti não se encontrava em campo e, com isso, o adversário começou a gostar do jogo. 

Aos 28 minutos, o Alvirrubro esboçou uma reação em jogada individual pela direita. Bruno arrancou com a bola, driblou dois e, perto da linha de fundo, cruzou por baixo na medida para Bruno, que carimbou a trave após chute forte. Esta foi uma das poucas oportunidades claras de gol do Norusca na etapa complementar. 

O gol da virada do Rio Branco veio aos 34 minutos, e em nova falha do setor defensivo. Em uma cobrança de lateral, Vilson acabou fazendo falta na intermediária. Na cobrança, Mario Cesar levantou no segundo pau para Diogo. Livre no meio da zaga noroestina, o jogador subiu alto e, de cabeça, balançou a rede do Noroeste. Sangaletti fez mudanças na segunda etapa, mas nada que pudesse esconder a ausência de criatividade e de alternativas de jogo para o time local. Derrota amarga em Bauru e contra mais um adversário também limitado. A Série A3 está "nivelada por baixo", o que torna os erros fatais. 

'Faltou resultado'

Para o técnico do Noroeste, Marcelo Sangaletti, o time jogou bem e lutou até o fim para vencer. "Entretanto, o Rio Branco ganhou em bolas paradas. Fizemos um bom jogo, mas, infelizmente, não obtivemos resultado", frisa. 

Ele ressalta que a equipe precisa buscar o gol. "Hoje não entrou. Faltou um pouco mais finalização, um pouco mais de tranquilidade na hora de finalizar. Eu cobrei muito dos jogadores para pressionar o adversário, tanto é que a pressão no início do jogo originou o gol. Continuamos assim, mas a bola não entrou e faltou resultado", reitera.

O treinador nega que a pressão de jogar em casa esteja influenciando no desempenho da equipe. "Não tem pressão aqui dentro. A pressão é por resultados, sempre. Quem não quiser essa pressão não pode ser atleta e muito menos treinador. Estou acostumado com isso", banca. 

O zagueiro Citta Júnior avalia que o Norusca perdeu nos detalhes. "A gente começou em cima, buscando pressionar o adversário no começo do jogo e conseguimos marcar o gol. Não faltou qualidade técnica. Perdemos no detalhe. Foi um lance de bola parada que decidiu o jogo", frisa.

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