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No planejamento das férias e viagens é possível fazer um pouco pelo bem do próximo

Bruna Toni
| Tempo de leitura: 3 min

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No planejamento das férias, nos passeios feitos durante a estada em uma cidade ou mesmo depois de voltar para casa, é possível fazer um pouco pelo bem do próximo

Ao pensar em turismo socialmente responsável, a lembrança que vem à cabeça é a dos pacotes de viagem para trabalhar voluntariamente por algumas semanas em um lugar pobre do planeta? Sem dúvida essa é uma das possibilidades. Mas qualquer viajante pode fazer a diferença e ajudar a tornar o mundo um lugar um pouco melhor, seja qual for o destino escolhido ou a forma de viajar. Não é preciso nem gastar mais (ou menos) para o turista ajudar quem precisa.

No planejamento das férias, nos passeios feitos durante a estada em uma cidade ou mesmo depois de voltar para casa, é possível fazer um pouco pelo bem do próximo. A seguir, reunimos iniciativas voluntárias para você escolher e usar já na próxima viagem, sem ter de alterar seus planos - apenas se dispondo a apurar o olhar solidário.

Antes - consumo consciente

Tudo começou com a vontade do empresário Luiz Gouvêa de tornar mais efetivas as doações periódicas que fazia a entidades dedicadas a causas sociais. Em parceria com Rodrigo Felismino, criou a Shop4Help (https://shop4help.com), que reverte uma parte do que foi pago pelo comprador a entidades e ONGs.

Há entidades que atendem a idosos, crianças, animais, ações de conservação do meio ambiente. É possível doar diretamente às ONGs e instituições por meio do Shop4Help, sem comprar nada. Nesse caso, 88% da doação vai para os beneficiados, diz Rodrigo Felismino.

Durante - o olho da rua

Amsterdã, Barcelona, Praga, Londres. O que essas cidades têm em comum além de ficarem no mesmo continente e de estarem sempre cheias de visitantes? Iniciativas para ajudar pessoas que não têm onde morar.

São os moradores ou ex-moradores de rua que guiam os tours. Para eles, a chance de ter uma fonte de renda e diminuir o preconceito que sofrem. Já o visitante ganha um tour nada óbvio, com bons achados e interpretações fora dos pontos turísticos de sempre.

Em Praga, na República Checa, o Pragulic (https://pragulic.cz) tem passeios baseados nas experiências de vida de cada um de seus nove guias, todos moradores de rua. Os passeios duram até 2h30 e custam a partir de 250 coroas (R$ 34).

O Amsterdam Underground (https://amsterdamunderground.org) faz algo parecido pelas ruas da capital holandesa, mas aqui o roteiro é único e dura 1h30, em média. São ex-moradores de rua que vão contando suas histórias pelo Bairro da Luz Vermelha, conhecido por ser uma área de prostituição legalizada.

Depois - pequenos grandes agrados

Uma infinidade de frascos de xampus, condicionadores, desodorantes, hidratantes, sabonetes e outros itens de higiene pessoal estavam espalhados pelo chão. Cores e até a qualidade dos produtos variava bastante. O que não mudava era o tamanho: quase tudo em miniatura.

Moradora da zona sul paulistana, a engenheira ambiental Pamela Assis, de 25 anos, tem mania de juntar amenities de hotéis, pousadas e resorts.

Mas eles não vêm todos de suas viagens pessoais. Muitos dos viajantes que doam os itens ela nem sequer conhece. Pamela é voluntária do projeto Mini Gentilezas, criado há cerca de quatro meses, cujo objetivo é distribuir produtos de higiene a moradores de rua - esses que sobram na mala, que são trazidos do hotel ou do avião na volta para casa e muitas vezes não são nem usados.

O Mini Gentilezas foi criado por dois cariocas, Karina Rocha e Israel Mesquita, ligados à ONG Argilando. Além de São Paulo e Rio, o Mini Gentilezas está em cinco Estados e no Distrito Federal, em um total de 16 cidades.

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