Perante toda a discussão democrática e legítima que a cidade de Bauru está fazendo quanto a festas clandestinas, gostaria de colocar minha posição como ser humano e como cidadão bauruense, sendo que não são apenas estes eventos onde a falta de segurança e a organização podem trazer consequências ruins para todos, mas também temos que aproveitar para discutir sobre festas ou reuniões menores que acontecem em bairros residenciais, pois, conforme colocou com propriedade o Conseg, “lazer são direitos das pessoas, mas o descanso também”.
Com certeza, a pergunta feita pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Sociais do IADVSP, do que seria uma “Confraternização Civilizada”, tenho muito claro que, independentementemente de cobrança de ingresso, vistoria do Corpo de Bombeiros, ambulância, pedido de licença etc, o que está faltando, e muito, para a juventude é o “RESPEITO AO PRÓXIMO”.
Quando num bairro residencial, mesmo não sendo na madrugada, por exemplo, num sábado, pelo período das 15h às 23h, coloca-se uma banda ou um DJ com o som numa altura onde 15 moradores da redondeza, que já assinaram um abaixo-assinado, não conseguem descansar, conversar ou mesmo ouvir uma televisão, pergunto à Comissão de Direitos Humanos se esta é uma “Confraternização Civilizada”?
Aqui ainda não incluo os estacionamentos irregulares de carros nas ruas, grandes quantidades de latinhas jogadas por toda a rua do evento, gritarias devido ao excesso de bebidas etc.
Com certeza, já fui jovem, ativo esportivamente e socialmente, e participei muito de eventos em boates (Ciente, Afrodite, Camarim), carnavais (BTC, Luso), esquenta e churrascos em repúblicas, etc, mas vejo que hoje, quando tanto reclamamos dos nossos politicos quanto à desonestidade, incompetência e falta de respeito à sociedade, não vemos limites para que o direito dos outros seja respeitado, principalmente em bairros residenciais.
Enfim, com a modernidade tecnológica e a velocidade de comunicação que temos hoje, quando vemos as pessoas com mais informação e mais esclarecidas, existem princípios que não são velhos, mas antigos, que devem sempre permear a vida das pessoas: princípios cristãos, éticos e de convivência.
Comungo aqui com todos os jovens para que se encontrem, se divirtam, se relacionem, festejem, se integrem, pois o País, para as mudanças urgentes de ética e moral que precisam acontecer, vocês têm papel fundamental nestas mudanças, porém, façam isto com decência, educação e respeito à sociedade.