Tribuna do Leitor

A esperança está em nós

Pedrito Fábis - Aposentado do Banco do Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Sem desmerecer os articulistas que aqui e alhures têm se manifestado sobre a crise Política e Econômica que assola o Brasil de Norte a Sul e de Leste a Oeste, parece-me que há muito não se o faz com tanta clareza e contundência, como retratou magistralmente o professor Roberto Romano, da Unicamp, nessa entrevista, que foi publicada no Correio Popular de Campinas-SP, em 24.02. Entre as várias abordagens, ressalta ele alguns pontos fundamentais. O Brasil até hoje não é uma República (numa República não pode haver privilégios, todos são iguais perante a lei) - não é uma Federação (porque no Brasil municípios e Estados não têm autonomia) e não é uma Democracia, pois o Brasil é dirigido por uns poucos indivíduos que controlam os partidos políticos, os municípios e o poder Central - portanto, uma Oligarquia.

A seguir o professor apresenta dois exemplos de privilégios absurdos e ignorados em todas as Repúblicas contemporâneas. 1 - a vergonhosa prerrogativa de foro. 2 - A quantidade de privilégios atribuídos a todos que operam o Estado, do município até o Poder Central - só o gasto anual para manter os carros à disposição das câmaras, assembleias, Senado, além das viagens pessoais e até familiares - isso draga bilhões. Pois bem, isso não existe em pais nenhum do mundo... Eu acrescentaria aqui a aposentadoria especial que é conferida a todo político, mesmo que tenha exercido o cargo por alguns meses. Resumindo, então vem a pergunta, como mudar essa história?

Simplificando, o professor considera que: "A Esperança está em nós mesmos" e a mobilização da juventude e a organização dos "indignados" seria a única saída. Feita essa retrospectiva da Entrevista, tomo a liberdade de apresentar minhas considerações. Este retrato do Brasil deveria ser levado ao conhecimento de todos os cidadãos deste Pais. Vasculhando por todos os Estados, hoje não encontramos nenhum político digno de ser votado para presidente. Não encontramos nenhum partido sério que tenha por objetivo realizar uma mudança radical no Sistema Político Brasileiro.

Portanto, já passou da hora de se promover a mobilização da juventude e dos indignados, desfraldando a bandeira de uma nova Constituinte, que tenha por objetivo estabelecer normas para fazer do Brasil um República Federativa e Democrática de verdade. Essa oligarquia que aí está, na interligação entre os 3 poderes, institucionalizou o toma lá da cá, prevalecendo sempre os interesses pessoais e partidários, em detrimento do público, outra pouca vergonha nacional, que nos levou à lava jato, ficando transparente a podridão generalizada.

Não poderia deixar passar a oportunidade de convidar o professor Romano a assumir a liderança desse movimento, incluindo aqui a proposta de que aceite ser o nosso candidato para presidente às eleições de 2018. Precisamos de uma liderança nova que represente a nossa esperança de mudança e tenha gabarito para fazê-lo.

 

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