| Samantha Ciuffa |
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| Mulheres ocupam seu espaço na música |
Quando o empoderamento feminino se torna assunto discutido diariamente na mídia (não só porque semana passada se comemorou o Dia Internacional da Mulher), invade as casas, as ruas, os bares, fica a pergunta: o que é ser cantora no cenário artístico brasileiro?
Com a palavra, quatro delas, que já passaram da fase de som de barzinho, agora têm trabalho de estúdio, fazem shows e estão evoluindo artística e profissionalmente.
E têm em comum a alegria de estarem inseridas em um mundo ainda muito dominado pelos homens.
| Divulgação |
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| Luciana Pires: viver da música é um presente |
LUCIANA PIRES, AGORA "SOZINHA"
Cantora e compositora, Luciana Pires, nascida em Bauru, em 22 de outubro de 1990, começou a estudar violão com oito anos e logo iniciou suas composições. Com 17 anos, compôs “Fim de Tarde com Você”, que a levou ao primeiro disco independente. Atualmente, a cantora possui um projeto de show autoral que evidencia o começo da música no Brasil e, ao mesmo tempo, chama a atenção dos jovens para esse universo, unindo a tradição antiga aos elementos eletrônicos, e acaba de lançar uma nova música: "Sozinha". "Sozinha" fala sobre entender a si mesmo, sobre se conhecer e compreender o seu próprio universo. O lançamento oficial foi no dia 6 de março em todas as plataformas digitais e em seu canal na VEVO.
Viver de música
"Não vou dizer que viver de música hoje em dia é fácil. Mas poder estar envolvida com este mundo diariamente, poder fazer o que me move e o que mais amo na vida, é o meu presente e o meu sonho realizado.Considero sim isso como uma vitória feminina, pois muitas cantoras hoje estão se destacando tanto no sertanejo, estão em bastante evidência, como em todos os outros estilos. São cantoras incríveis, com uma técnica vocal impecável e que cuidam sozinhas de suas próprias carreiras. Acho muito importante mostrar que podemos tomar decisões importantíssimas sobre nosso trabalho, que somos grandes e sabemos sim o que queremos. Ter essa confiança gera sucesso e ele está acontecendo cada vez mais para todas nós!"
| Samantha Ciuffa |
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| Fabiana Godoy abrirá o show de Ivan Lins em Bauru |
FABIANA GODOY EXERCITA A VERSATILIDADE
Na semana passada, Fabiana Goddoy passou por Bauru. Ela é de Botucatu. Esteve aqui para promover sua participação no show de Ivan Lins, no próximo dia 24, na Hípica. Fabiana vai abrir a noite. E tem janela para viver bem este momento. Aos 39 anos de vida, são 27 de carreira. Prepara, no momento, a estreia do show “Rendo a Mim”, com canções próprias e de compositores consagrados da MPB. E fala com orgulho do trabalho que tem voltado para as crianças: musicalização para bebês está no seu sangue. Nesse trabalho coloca suas experiências pessoais como mãe de três: Luan, de 16 anos, Bruno de 7 e Nina de 5.
Caminhos abertos
Mas o coração de Fabiana está mesmo na MPB, onde exercita sua veia artística com os olhos brilhando como se estivesse começando. Aliás, de certa forma está. Com o auxílio da Numerologia, colocou a letra "d" em duplicidade no nome artístico e, o caminho voltou a se abrir. Por isso vive um novo momento, onde tudo está fluindo com a consciência de que o momento é de um investimento "muito grande nas redes sociais, é nelas que as coisas estão acontecendo".
| Divulgação |
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| Bella enxerga um bom momento para as cantoras e compositoras brasileiras |
BELLA E A EXPECTATIVA DO PRIMEIRO ÁLBUM
Quem a vê com seu jeito de menina, voz doce, fala mansa, não imagina que ela já tenha 27 anos e quase 20 dedicados à música. Desde que começou a ter aulas de canto, em Bauru, sua cidade natal, aos 8 anos, Bella Carazzatto sempre teve certeza de que era isso o que queria para o resto de sua vida. Queria, não, quer. Tanto que deixou o diploma de relações públicas de lado e está mergulhada de cabeça na produção do primeiro álbum que vai lançar já, já. Se possível ainda neste primeiro semestre. "É um trabalho que exige muito, as pessoas não têm noção de que estou trabalhando nisso há pelo menos três anos", diz Bella, que em São Paulo tem a ajuda de mestres como Wilson Gava, preparador vocal e Dennis Leite, produtor musical.
Trabalho autoral
Com um trabalho totalmente autoral, Bella enxerga um bom momento para as cantoras e compositoras brasileiras que não estão só explorando um lado, uma vertente,"agora o universo está mais aberto, tem espaço para todos os gêneros e isso é muito bom". Voltada para o pop romântico, entre suas letras, destaca-se o hit “Até você chegar”, que fala sobre a importância de viver o “agora”. O lançamento do CD está sendo planejado de forma muito especial.
| Lara Zeini/Divulgação |
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| Bia Lopes não se prende a um único gênero musical |
BIA LOPES E O EMPODERAMENTO FEMININO
Apesar de não ter ainda completado 20 anos, Bia Lopes não se prende a um único gênero musical e acumula experiência de quem também começou bem jovem, a enveredar pelos palcos: em dezembro último já lançou seu sexto CD. "Coletânea Alegria” conta com regravações do seu EP de axé, lançado em setembro de 2015, uma música assinada por Luciana Pires e três sertanejas inéditas, compostas por ela mesma em parceria com Eduardo Braga.
Sem disparidade ou superioridade
Para ela este momento tem sido muito bom: "é tão legal ver que todo mundo está conseguindo conquistar seu espaço, sempre acreditei que quando a gente ama o que faz, faz com dedicação, humildade tudo dá certo. Grandes cantoras já estavam na mídia há anos, mas fazia tempo que não surgiam "novas" e agora veio uma leva maravilhosa, mulheres qualificadas, com mensagens de empoderamento, de valores para que o público feminino também tenha com quem se identificar e o masculino se apaixonar (risos)".
Ela própria na música "Salto 21" fala sobre o poder feminino... a ideia de que precisamos nos amar, ter a autoestima elevada, exigir respeito e respeitar, lutar pela igualdade não falo em disparidade ou superioridade e buscar cada vez mais o nosso reconhecimento."
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