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| Suzi da Silva, da Apeoesp Bauru: greve por tempo indeterminado pode ser deflagrada hoje |
Os professores da rede pública paulista podem entrar em greve, paralisando assim as aulas na rede estadual de ensino. A Apeoesp (sindicato da categoria) chamou assembleia para às 14h desta quarta-feira (15), na Praça da República, em São Paulo. Da regional de Bauru, sairão três ônibus com professores para participar do ato.
Dirigente da Apeoesp em Bauru, Suzi da Silva explica que a pauta de reivindicações vai além do salário. "Desde 2014 não temos a reposição da inflação e o acumulado de perdas da categoria está em 22%. Também não temos reajuste no auxílio-alimentação desde 2000, portanto há 17 anos. O valor é de R$ 8,00 por dia, ou seja, não compra nem um marmitex", pontua.
A contratação de mais professores é outra necessidade. "Faltam professores na rede, então é necessário que se contrate mais profissionais", frisa. Na pauta da Apeoesp junto ao governo estadual estão ainda outras melhorias nas condições de trabalho dos docentes.
A Secretaria de Estado da Educação afirma que mantém negociações permanentes com os docentes. "A Secretaria da Educação reafirma que mantém uma mesa de negociação aberta com os sindicatos da categoria. Cabe ressaltar, inclusive, que na semanada passada já foi pago o salário com acréscimo de 10%, esse aumento será incorporado no salário de mais de 18 mil professores de educação básica I. Com isso, nenhum professor do Estado de SP recebe menos que o piso nacional (R$ 2.298,80). O salário-base dos professores da rede estadual de ensino PEB II é R$ 2.415,89, ou seja, 5% superior ao piso nacional e acrescido de benefícios", informa a nota da pasta enviada ao JC.
PARALISAÇÃO
Hoje, além da assembleia em São Paulo, várias escolas devem ter as atividades suspensas, como forma de protesto dos professores, que pedem reposição salarial e também dentro da luta contra a reforma da previdência, que envolve outras categorias profissionais.
De acordo com a Apeoesp, até o começo da noite dessa terça-feira (14), professores de várias unidades já haviam confirmado paralisação hoje em período integral (manhã, tarde e noite), casos das escolas Stela Machado (Vila Pacífico), Ayrton Busch (Jaraguá), Carlos Chagas (Vila São Paulo), Guia Lopes (Vila Dutra), Azarias Leite (Jardim Carolina), Torquato Minhoto (Bela Vista), Caic (Nova Esperança), Antônio Guedes de Azevedo (Jd. Pagani), Carolina Lopes de Almeida (Jd. Godoy), Antônio Ferreira de Menezes (Alto Alegre) e João Fernandes (Gasparini), entre outras.
Algumas unidades também podem parar de forma parcial, em apenas um dos períodos. Na região, Suzi confirma a paralisação na Escola Estadual Padre Aquino, em Agudos. Além dos três ônibus que vão a São Paulo para a assembleia, a Apeoesp cita que os professores que permanecerem em Bauru devem participar de um ato na Praça Rui Barbosa, a partir das 9h.
Rede municipal alerta pais
Na rede municipal de ensino, também existe a possibilidade de interrupção das atividades hoje, por conta do Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência. "A Secretaria Municipal da Educação faz um alerta aos pais de alunos da rede municipal de ensino, para uma possível adesão de profissionais da educação municipal na paralisação geral, prevista para esta quarta-feira, 15 de março. A paralisação geral está sendo convocada em nível nacional para que todas as categorias de trabalhadores se manifestem contra a Reforma da Previdência", disse a Prefeitura de Bauru, em nota distribuída à imprensa no final da tarde de ontem.
"O alerta se faz necessário porque, dependendo da adesão, o atendimento em escolas municipais pode ficar comprometido, o que pode levar à dispensa de alunos. Portanto, a Secretaria pede que os pais fiquem atentos a essa possibilidade", completa.
Dia será marcado por vários protestos
Uma quarta-feira que promete ser efervescente no que diz respeito a protestos e atos públicos em Bauru. Seguindo o que está previsto para ocorrer em diversas cidade brasileiras, protestos estão marcados principalmente contra a reforma da Previdência. A data de hoje, inclusive, está sendo denominada como "Dia Nacional de Paralisação e Mobilização Contra a Reforma da Previdência".
Em Bauru, os principais atos são organizados pelo Comitê Popular de Luta, formado por várias entidades, sindicatos e alguns partidos políticos da esquerda. A partir das 6h, está prevista concentração em frente ao Hospital Estadual, protestando contra a reforma previdenciária e em defesa dos direitos dos funcionários da Famesp, informa o Comitê.
Depois, às 9h, as atividades serão na "Esquina da Resistência" (quadra 5 do Calçadão, próximo do cruzamento com a rua 13 de Maio), com banca fixa de distribuição de material contrário à reforma da previdência. E no período da tarde, às 16h, está agendado um ato em frente à Câmara Municipal. De lá, os manifestantes pretendem panfletar e caminhar pela avenida Rodrigues Alves.
SERVIDORES
Os servidores públicos municipais, que rejeitaram a proposta de reajuste oferecida pelo governo (2% mais R$ 20,00), também pretendem protestar hoje, às 17h, na Praça Rui Barbosa. E para sexta-feira o Sinserm (sindicato da categoria) também organiza um outro ato, desta vez no Palácio das Cerejeiras, quando entregarão oficialmente a rejeição da proposta ao prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD).
FESTAS CLANDESTINAS
Outro protesto marcado para hoje é o de jovens contrário ao projeto de lei que proíbe as festas clandestinas. O texto foi aprovado anteontem na Câmara Municipal, e agora grupos de jovens vão conversar com o prefeito Gazzetta, às 18h. No mesmo horário, está marcado um ato em frente ao Palácio das Cerejeiras.
