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Pensando fora da caixa... Pensando dentro da caixa

Carlos Sette
| Tempo de leitura: 3 min

"Pensando fora da caixa" é uma expressão conhecida popularmente como tudo aquilo que é ligado às ideias de criatividade, inovação, algo que não é comum, um ponto fora da curva. Muitas vezes extrapola, mas com certeza é um pulo no escuro e requer muita fé e coragem no que se está fazendo. Quase sempre é uma antecipação do futuro. Mas o "pensar fora da caixa" necessita também de um "pensar dentro da caixa", porque as ideias inovadoras necessitam de estruturas para que se façam acontecer. Se há novos caminhos e escolhas, há que se ter gestão, liderança e processos para serem concretizados. No mundo dos negócios, essa visão acertou em cheio, porque os consumidores estão cada vez mais exigentes, não querem mais só o básico e carregam hoje uma nítida mudança de comportamento. E sobrevivem aquelas ideias e produtos que possuem diferenciais percebidos por eles.

A globalização provocou um impressionante aumento da velocidade dos acontecimentos, provocando mudanças em tempo real, incentivando a criação, a inventividade e originalidade no desenvolvimento de produtos e de novas ideias. Nascem pioneiros de uma nova era. Nasce uma nova visão de futuro para a humanidade, baseada no avanço tecnológico e das novas descobertas que estão revolucionando o modo de vida das pessoas e as novas tendências no mundo dos negócios. E não há nada mais poderoso para influenciar do que a visão de como se perceber a vida no amanhã. Ela fundamenta a curiosidade e o experimento.

Nesse contexto, há 3 tendências que estão se tornando cada vez mais marcantes: 1- A da internet das coisas, com seus óculos conectados, seus drones cinegrafistas e especialmente aparelhos de vídeos, áudio e eletrodomésticos com tecnologias avançadas e designs arrojados; 2- Luxo com mais grifes, que segue crescendo a passos largos, como bolsas para executivas, sapatos e joias personalizados, perfumes, imóveis e automóveis de alto padrão. 3- A sustentabilidade hi-tech, que conta com produtos cada vez mais sofisticados, como carros elétricos e esportivos, motos sem fumaças, termostatos remotos, entre outros.

E poderemos contar com muito mais, com artigos que já são realidades nos países desenvolvidos e que estão chegando por aqui, como aquelas linhas ligadas ao conceito de "casa do futuro", como geladeiras conectadas que permitem controlar o estoque e a validade dos alimentos e até trancas de portas que se comunicam via wi-fi com smartphones ou a "saúde digital" para monitorar as atividades físicas e o sono, como por exemplo, as pulseiras inteligentes e os relógios para atletas que começaram a medir suas performances. Os alimentos, na direção de mais sabor e saudabilidade, qualidade e praticidade, completam a lista.

São ícones, diretos da ficção, mas que demonstram ciclos de vida cada vez menores para os produtos, havendo constante necessidade de inovação; havendo também mudança na ótica de análise de mercado por parte das empresas. Debruçando o olhar para dentro das organizações, podemos observar que essas duas correntes estão presentes em todo o estilo moderno de gestão. Já existe em grande processo de evolução, conceitos de administração que representam quebras de paradigmas. Quando se diz "derrubar muros - eliminar subterrâneos", "fazer pilotos e corrigir em pleno voo", "pessoas valem pelo que fazem, não pelo que sabem", por exemplo, temos a constatação desses fatos. Tais ensinamentos já fazem parte de treinamentos para executivos.

Para que tudo isso aconteça, precisamos unir essas duas tendências e usar melhor os dois lados do nosso cérebro. Assim, aprenderemos a pensar ao mesmo tempo "fora da caixa" e "dentro da caixa". Em um estilo único. Isso leva tempo e aprendizado. Está lançado o desafio. Boa sorte!

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