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| A prefeita Carolina Araújo de Sousa Veríssimo (PMDB), a Carola, determinou um "pente-fino" nos pagamentos do transporte escolar |
A prefeita de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru), Carolina Araújo de Sousa Veríssimo (PMDB), a Carola, determinou a realização de um "pente-fino" nos pagamentos do transporte escolar do governo anterior. Análise inicial revelou uma grande diferença nos valores pagos em novembro de 2016 quando comparados aos de fevereiro deste ano. Para o ex-prefeito, isso ocorreu porque o município assumiu parte do serviço.
De acordo com a chefia de gabinete da prefeitura, em uma medição inicial dos quilômetros que cada perua responsável por transportar os alunos percorreu a partir de 6 de fevereiro, quando teve início o ano letivo, foi constatada uma "diferença assustadora" em comparação com o ano passado.
"Em novembro de 2016, para o transporte de alunos referente a 19 dias letivos, foi apresentada prestação de contas de 63.061 quilômetros percorridos e foram pagos R$ 90.177.23. Já em fevereiro de 2017, em 15 dias letivos, foram percorridos 29.115 quilômetros em toda a área do município", diz.
"Detalhe: o valor por quilômetro foi elevado de R$ 1,43 para R$ 1,75 e, no total, será pago o montante de R$ 50.951,25. Uma diferença de R$ 39.225,98 que deixa de ser paga indevidamente. Se considerássemos 20 dias letivos, mesmo assim, a economia seria de R$ 22.242,23".
Segundo a administração, de 2016 para 2017, não houve redução no número de alunos transportados pelo município. No ano passado, porém, o serviço era terceirizado, realizado por uma cooperativa. Neste ano, a opção do Executivo foi pela contratação emergencial de perueiros.
Para o diretor jurídico da prefeitura de Reginópolis, Ruy Arruda, há fortes indícios de superfaturamento no pagamento da cooperativa em 2016. Ele conta que, se alguma irregularidade for confirmada, os responsáveis serão representados junto ao Ministério Público (MP).
EXPLICAÇÃO
O ex-prefeito de Reginópolis Marco Antônio Martins Bastos (PSDB) atribui a diferença ao fato de a atual prefeita ter assumido parte do transporte escolar, com o uso de três micro-ônibus e cinco motoristas, que antes trabalhavam no setor de saúde.
Para ele, nessa diferença apurada pelo município, não estão incluídos os custos com os pagamentos dos motoristas e gastos com combustível e manutenção dos veículos.
Bastos informa ainda que, no caso de fazendas distantes, a prefeitura passou a fazer o transporte num único período. "Se eles acham que tem diferença, manda apurar, faz uma denúncia", diz.
