Política

Em reunião, moradores pedem que Gazzetta sancione 'lei das festas'

Marcus Liborio
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Douglas Reis
Moradores se reuniram nessa quinta (16) com o prefeito para discutir projeto das 'festas clandestinas': Edenir Monteiro (esq.), Arlete Carrilho, Mauro Aurelio, Arnaldo Alves, Antonio Breno, Valquiria Rodrigues, Jesus Francisco Garcia e Clodoaldo Gazzetta

Moradores do Vale do Igapó e do Jardim Panorama se reuniram com o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), nessa quinta-feira (16) de manhã, no Palácio das Cerejeiras, para manifestar posicionamento favorável à lei que proíbe as "festas clandestinas" em Bauru.

Eles pedem que o chefe do Executivo sancione o projeto aprovado na última segunda, durante sessão da Câmara Municipal. Na quarta-feira, um grupo contrário ao texto também esteve reunido com o prefeito para solicitar o veto da lei, conforme o JC noticiou nessa quinta.

O encontro desta quinta contou com a participação de sete munícipes. Embora sejam favoráveis à realização de festas, eles destacam a necessidade de regulamentação dos eventos, para evitar excessos.

Dirigente da Associação de Moradores do Vale do Igapó (Amavi), Jesus Francisco Garcia relata que são realizadas muitas festas com cobrança de portaria em chácaras do bairro, sem que seja oferecida estrutura de segurança aos participantes.

"O direito de cada um acaba quando começa o do outro. É preciso regulamentar estes eventos. O projeto, de certa forma, ajuda a gente a se defender das consequências negativas das festas, pois aqueles que as promovem têm que fazê-las com responsabilidade", opina.

Assim como se posicionou aos estudantes na reunião de quarta, Gazzetta explicou que o poder de sanção ou veto do prefeito se limita a determinadas situações: a inconstitucionalidade da lei ou a vício de sua iniciativa, bem como o impacto financeiro que pode causar ao município.

"O projeto será muito bem avaliado pela Secretaria dos Negócios Jurídicos. Aqui não tem vontade ideológica ou política. Tem vontade técnica e legal. Quando o processo chega pra mim, já está embasado por parecer jurídico", reitera.

Os moradores favoráveis devem entregar um documento ao prefeito com as justificativas para que ele sancione o projeto. O chefe do Executivo tem 15 dias corridos para fazer a sanção ou veto, prazo que termina em 30 de março.

DEMANDAS

Durante o encontro, os membros da Associação do Vale do Igapó também pediram agendamento de nova reunião para discutir questões relacionadas ao bairro, como problemas de falta d'água e outras demandas. O prefeito se comprometeu a atendê-los.

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