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O poder do hábito

Marcos Luiz Gilioti
| Tempo de leitura: 2 min

Você tem hábitos? Já pensou o que eles têm ocasionado em sua vida? Você já ficou confabulando consigo mesmo para fazer isso, ou aquilo? Provavelmente não! Simplesmente tais ações acontecem de forma involuntária. Sabe as coisas que fomos fazendo durante o processo da vida?

Pois é, acabaram nos "robotizando"! Foram se constituindo em hábitos. Daí, então, a cada manhã, simplesmente ligamos o piloto automático e começamos a funcionar. Bom, de maneira geral, podemos dizer que hábito é uma disposição duradoura adquirida pela repetição frequente de um ato, uso ou costume.

Querendo, gostando ou não, temos uma série de hábitos e a maioria das coisas que pensamos, falamos ou fazemos está vinculado aos hábitos que construímos. Eles estão sempre presentes, quer tenhamos consciência ou não. A nossa tendência é praticar o que aprendemos e, consequentemente, nos tornamos "alinhavados" a isto.

Tudo aquilo o que fazemos diversas vezes, torna-se um hábito, o que nos deixa habilidosos. Contudo, nem todos os hábitos nos são úteis, e os maus podem se tornar "senhores cruéis" que molestam nosso bem estar.

Podemos citar muitos que rapidamente poderão arruinar nossa saúde e nosso relacionamento com os outros, como o perigo das drogas (lícitas e ilícitas) que geram dependência. No entanto, existem hábitos bem mais sutis, que entram com "sapatinhos de algodão" e podem, poderosamente, ser lesivos ao nosso desenvolvimento em direção ao sucesso.

O hábito do pensamento negativo a nosso respeito e a respeito das nossas oportunidades é tão astucioso e autodestrutivo quanto o ato de ficar adiando as coisas (procrastinação), e estes já arruinaram muitas vidas.

E não poderíamos deixar de falar dos hábitos negativos no trabalho, que tem afundado muitas empresas, demitido muitos profissionais, como o hábito da desorganização; falta de planejamento; reclamação; desvalorização; fofoca, divagação, em vez de concentração nas tarefas; e entre outros, o egocentrismo, em vez de equipe, parceria.

Bom, isso tudo acaba virando parte de nós, porque construímos estes padrões; mas a boa notícia é que podemos desconstruí-los, quebrar as correntes nocivas e edificar hábitos que nos beneficiem, nos dando uma vida saudável, feliz e bem-sucedida.

Dois exemplos de bons hábitos, que considero relevantes, encontram-se em Noé e Daniel, personagens bíblicos, que além de poupar suas vidas, ainda, mudou, positivamente, a de muitos. Noé, apesar das pressões, obedeceu e foi disciplinado na construção da arca, que salvou sua vida e de seus familiares, perpetuando todas as espécies, (Gn 6 e 7).

Daniel com sua fé orava três vezes ao dia, e por isso foi jogado na cova dos leões; mas sobreviveu, foi exaltado pelo rei, que ainda decretou que todos os povos tremessem e temessem o seu Deus, (Dn 6).

Vamos lá! Força! Não é tarefa fácil, mas é possível. Faça um "check list", use de bom senso e verifique quais hábitos estão lhe distanciando do sucesso. Então, sempre vinculado a Princípios, com convicção, corrija seu comportamento e torne-se o senhor dos seus hábitos, para que eles possam lhes ser bons servos.

 

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