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Nem quadro da Independência escapa de abandono em escola interditada

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Cercada por mato alto, a calçada do Brizola abrigava, até mesmo, um quadro da Independência

Portões abertos, materiais espalhados pelo chão, mato alto e, até mesmo, um quadro da Independência jogado sobre a calçada. Interditada desde o segundo semestre de 2016, a Escola Estadual Francisco Alves Brizola é palco do abandono, fato que preocupa os moradores da região do Núcleo Geisel, em Bauru, onde a unidade está situada.

Há quem diga que a situação está ainda pior, como a dona de casa Cacilda Liz da Silva, de 58 anos, que mora a poucas quadras da unidade de ensino. Segundo ela, os portões escancarados também dão abrigo aos usuários de drogas.

Nem durante o dia os moradores têm sossego. Inclusive, a reportagem esteve no local e encontrou um homem que dizia ser catador de reciclagem. Ele estacionou sua carroça dentro da escola e retirou alguns materiais. "A escola está desativada, não vai mais funcionar", justificou.

A pensionista Marcela de Souza, de 35 anos, observava a cena, entristecida. "Estudei aqui até o 3.º ano do Ensino Médio e era excelente". Desde que o local foi interditado, a moradora já viu de tudo um pouco: vandalismo e furto de fios, livros, fogão e pia.

INTERDIÇÃO

Conforme o JC já noticiou no ano passado, a volta às aulas da rede estadual ocorreu no dia 2 de agosto, mas não contemplou os alunos do Brizola. A escola, que acolhe 710 estudantes do 6.º ao 9.º ano do Fundamental e do Ensino Médio, teve o prédio interditado por tempo indeterminado.

O procedimento se deu no último mês de julho, após a vistoria de um engenheiro da Secretaria de Estado da Educação, que detectou rachaduras no interior das salas e alertou sobre o comprometimento da estrutura física, que deverá passar por reforma.

Atualmente, todos os alunos do Brizola estão em uma escola recém-inaugurada, localizada na rua Francisco Mandaliti, no Jardim Tangarás, que atende a mesma região da unidade. Antes, ficou definido que as 13 turmas do Ensino Médio fossem remanejadas para o Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Ceeja) e salas da Diretoria Regional de Ensino (DRE), ambos na Vila Falcão.

Já as dez turmas do 6.º ao 9.º ano do Ensino Fundamental seriam transferidas para a Escola Estadual Ernesto Monte. 

A decisão desagradou pais, e alunos. O imbróglio se resolveu quando o Estado decidiu abrir a possibilidade de transferência dos estudantes para qualquer outra escola da cidade, com a condição de que o local pretendido tivesse vagas e a família assumisse o transporte.

SEGURANÇA REFORÇADA

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informa que, ontem pela manhã, houve nova vistoria no prédio e a pasta ficou de reforçar a segurança da escola com cadeados e soldas. Solicitou, ainda, a intensificação da ronda escolar por parte da PM.

Em relação ao quadro da Independência, o órgão desconhece que pertença ao Brizola. Questionada sobre o início da reforma, a assessoria disse apenas que está prevista no plano de obras da secretaria.

Educação promete reforçar a segurança do prédio

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informa que, ontem pela manhã, houve nova vistoria no prédio e a pasta ficou de reforçar a segurança da escola com cadeados e soldas. Solicitou, ainda, a intensificação da ronda escolar por parte da Polícia Militar (PM).

Em relação ao quadro da Independência, o órgão desconhece que pertença ao Brizola. Questionada sobre o início da reforma, a assessoria disse apenas que está prevista no plano de obras da secretaria.

 

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