Tribuna do Leitor

Trabalho pós-aposentadoria

Antonio Pedroso Júnior, Chinelo
| Tempo de leitura: 1 min

Entendemos que o cidadão ou cidadã que se aposentar e quiser continuar trabalhando é um direito que merece ser respeitado, sem qualquer crítica.

É a liberdade de opção de cada um.

Aposentou e quer continuar em atividade, montar um comércio ou trabalhar em uma empresa, nada e ninguém pode interferir.

Entretanto, se resolver retornar ao trabalho em empresas ou administrações públicas, alguns requisitos deveriam ser exigidos. Aposentado ou reformado, com valores superiores a 10 salários mínimos, e que quiser "colaborar" com a comunidade deveria fazer de forma voluntária, sem recebimento de salários, caso contrário, o administrador público acaba criando uma casta privilegiada que percebe verdadeiras fortunas mensais dos combalidos cofres públicos, acumulando proventos da aposentadoria e do cargo "em comissão".

Vemos no país inteiro pessoas aposentadas ou reformadas com altos salários, acumulando vencimentos, igualmente altos de empresas e administrações públicas, criando-se uma nova categoria profissional: a dos aposentados trabalhadores de alta remuneração.

Quando se fala em crise, desemprego, cremos que o administrador deveria preocupar-se com a abertura de novos postos de trabalho, e não em duplicar o salário de quem já ganha muito bem. Empregar estes aposentados ou reformados e depois negar um aumento salarial digno para o conjunto de funcionários é uma verdadeira lástima.

Ou, não?

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