Tribuna do Leitor

A terceirização da atividade-fim e a produtividade

Eduardo Coube de Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

A aprovação pela Câmara Federal da terceirização para as atividades-fim traz significativa modificação no sistema produtivo nacional, com inegável impacto aos trabalhadores.

Mas se por um lado gera desconfiança dos funcionários de empresas que poderão agora terceirizar o que bem entendem, por outro gera uma grande expectativa de movimentação da economia aos milhões de desempregados. Os efeitos da medida serão calculados ao passar do tempo, mas de imediato podemos dizer que serão mais qualitativos do que quantitativos.

Explico: uma empresa que possui um sistema produtivo específico e delicado jamais irá terceirizar sua atividade-fim, pois isso traria instabilidade e desconfiança de seus clientes.

Agora, empresas com processos de larga escala e pouco específicos poderão decidir terceirizar sua produção, mas somente se isso for trazer ganho de produtividade e eficiência. E é nesse ponto que a nova medida aprovada pelo congresso ganha força.

Há uma possibilidade concreta de um salto de produtividade das empresas, sem que isso signifique perda de vagas de trabalho. Pelo contrário, empresas mais eficientes crescem, ganham mercados, expandem suas atividades e contratam mais (seja diretamente ou por terceiros).

A decisão de terceirizar ou não, a partir da sanção da nova lei, será simples: quem faz melhor? Quem faz de maneira mais eficiente?

A mão de obra será naturalmente absorvida e navegará rumo àquela que melhor gerenciar suas atividades (a própria empresa ou uma terceirizada).

Em tempos de estagnação e desemprego, retirar as amarras e deixar o mercado funcionar livremente pode ser uma boa, se não a única saída.

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