A polícia apreendeu uma grande quantidade de dados do computador e estava em contato com milhares de testemunhas, disseram autoridades nessa sexta-feira (24). Os agentes tentavam obter um retrato preciso do homem por trás do ataque mais mortífero na capital britânica desde 2005.
Diretor de contraterrorismo da polícia britânica, Mark Rowley disse a repórteres que os investigadores tentam determinar se Khalid Masood, de 52 anos, agiu sozinho no ataque da quarta-feira ou teve ajuda. Massod atropelou várias pessoas e atacou um policial a facadas, antes de ser morto a tiros. "Nossa intenção é descobrir se ele agiu totalmente sozinho, inspirado talvez pela propaganda terrorista, ou se outros o encorajaram, apoiaram ou orientaram", disse Rowley.
No fim da sexta-feira, autoridades informaram que haviam liberado seis pessoas detidas no dia anterior em conexão com o ataque. Quatro pessoas seguiam sob custódia. Pela lei do Reino Unido, uma pessoa pode ficar detida em uma investigação por terrorismo por até 48 horas sem a necessidade de apresentação de acusações.
A repórteres, Rowley disse que dados de computadores confiscados estavam entre os 2.700 itens apreendidos pela polícia em suas buscas. Foram contatadas cerca de 3.500 pessoas da área no entorno do Parlamento e na ponte Westminster, onde os ataques ocorreram.
Quatro vítimas morreram e pelo menos 50 ficaram feridas. Masood foi morto a tiros pela polícia. Duas pessoas seguem em estado grave no hospital, uma delas com ferimentos que representam risco de vida, disse Rowley.
O ataque desta semana foi o mais mortífero no país desde 2005, quando ações coordenadas de extremistas islâmicos em ônibus e metrôs deixaram 52 mortos. Masood havia sido condenado por quesitos relacionados ao terrorismo, segundo a polícia. A última prisão dele havia sido em 2003 pela posse de uma faca.
A premiê Theresa May dissena quinta-feira que Masood tinha sido investigado anos antes pelo risco de extremismo, mas as autoridades o consideraram uma "figura periférica". O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo que a ação era uma resposta aos ataques contra o grupo extremista.
Fonte: Dow Jones Newswires.