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Tumor na próstata: cirurgia nem sempre é necessária

Estadão Conteúdo
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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, revelou ter um tumor de dois milímetros na próstata, como divulgou o colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo". Aos 59 anos, ele disse ter recebido na semana passada o resultado de uma biópsia, mas não informou se o tumor é maligno ou benigno. Crivella contou que, por enquanto, será tratado com medicamentos. Mas, se for necessária cirurgia, "será coisa rápida".

"Uma cirurgia de 90 minutos. Dias depois eu já poderia estar de volta ao trabalho."

De um modo geral, existem dois tipos de tumores na próstata: a hiperplasia, que é o crescimento benigno do órgão como um todo, e o câncer - ou tumor maligno -, que em 98% dos casos é um adenocarcinoma, tratável com cirurgia para retirada total da próstata, com radioterapia ou acompanhado por exames periódicos.

O acompanhamento vem sendo defendido por médicos, especialmente no caso de tumores pequenos. Grande parte dos pacientes tem uma evolução tão lenta do tumor a ponto de nunca precisarem realizar a operação. Ou, pelo menos, de conseguirem adiá-la, de forma segura, por muitos anos.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens, atrás do câncer de pele não-melanoma. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, a estimativa para todo o ano de 2016 foi de 61 mil novos casos. Este tipo de câncer é comum partir dos 50 anos, e 75% dos pacientes têm mais de 65 anos.

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