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| Primeira parada da subida ao Valle Nevado |
O outono chegou trazendo o friozinho e aquela vontade de conhecer destinos que permitam se aquecer em uma lareira, acompanhado de um bom vinho e bate-papo. Ou para quem gosta de aventura, já ir pensando na estação de esqui que oferece diversão aliada a uma boa dose de adrenalina.
O Chile é esse destino! Com um dinamismo incrível de passeios e diversidade climática, o país está a 3 horas de voô de São Paulo e, sem dúvidas, consegue agradar todos os gostos. Além de praias, neve e deserto, a gastronomia chilena dá um show de requinte e sabor para os paladares mais exigentes.
O Chile é considerado um país de grande reconhecimento internacional na indústria de vinhos e possui uma gama de vinícolas que produzem os mais diversos sabores e aromas. Entre as vinícolas Undurraga, Vinã Indomita, Viu Manent, Emiliana, e muitas outras, optamos por visitar a Concha y Toro, que é considerada a marca mais poderosa do mundo. Em um dia muito frio, fomos acompanhados pela simpática guia da vinícola chamada Macarena, que nos retratou a história da família e o incrível controle contra pragas em todo o país. Durante o passeio, fizemos três deliciosas degustações com os vinhos Trio Reserva, que tinha tudo para dar errado com a fusão de três uvas como merlot, carmenere e syrah, mas deu certo: um vinho muito leve e saboroso. A outra degustação foi composta de Gran Reserva e a terceira o famoso Casillero del Diablo. Muito bom!
Uma informação que me surpreendeu foi que área subterrânea do edifício que abriga a adega do vinho Casillero del Diablo foi feita toda de cal, areia e clara de ovo, formando uma massa que uniu todos os tijolos assentados em arco de uma maneira inacreditável, sobrevivendo a todos os terremotos e tremores ocorridos no Chile. Além disso, a temperatura no local varia de 14 a 16 graus, sem uso de ar condicionado. Fantástico, né?
Outro roteiro indispensável é a visita a Valle Nevado, a maior estação de esqui na América do Sul. Lá você também encontra outros centros como El Colorado, La Parva e Farellones. A diferença entre eles é a altitude, que varia de aproximadamente 2.500 a 3.300 metros, e também, a dificuldade para o esqui, com passagens chamadas de pistas negras. Mas fiquem atentos ao funcionamento da temporada de inverno, pois tudo depende do clima e da quantidade de neve daquele ano. Geralmente, as pistas de esqui funcionam em meados de junho até meados de setembro.
São 46 km de Santiago e 60 curvas íngremes até chegar em Valle Nevado, com algumas paradas obrigatórias para nosso organismo se acostumar com a dificuldade de respiração e o ar rarefeito. O passeio não é indicado para pessoas que enjoam facilmente. Enfim, contratamos um guia para fazer o roteiro, pois o carro precisa obrigatoriamente, por lei, ter tração 4x4 ou correntes nas rodas, além de ser importante que o motorista esteja ambientado com a rota.
Em alta temporada, é necessário ir com roupas especiais para neve. É possível alugar em lojas distribuídas por Santiago ou até mesmo nas próprias estações. E para quem não vai esquiar, atividades como passeio de gôndola, silla panorâmica e descida em uma boia gigante também fazem a diversão dos turistas.
Em sua visita ao Chile, não deixe de comer a famosa centolla. Encontrado apenas nas águas do Oceano Pacífico, esse caranguejo gigante também tem no Japão e é utilizado como base para fazer o kani-kama. Além de culturamente riquíssimo, é delicioso.
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