Estudo de pesquisadores holandeses mostra que não há nada de especial com o cérebro de pessoas que têm uma "memória de elefante". O segredo dos que memorizam rapidamente muitas informações estaria no treinamento. Os cientistas apontam, então, que é possível melhorar a memória de alguém e torná-lo tão bom quanto a de um campeão mundial de memorização.
No estudo, neurocientistas treinaram pessoas, que conseguiram se lembrar de longas listas de nomes rapidamente, além de apresentarem conexões cerebrais parecidas com as dos "profissionais".
"Realmente será possível melhorar consideravelmente a memória, inclusive se ela for muito ruim", acredita Martin Dresler, um dos pesquisadores da Universidade de Radboud.
Para o psiquiatra Marcos Alexandre Gebara, há ainda outros fatores que influenciam uma boa memória. "É uma combinação de fatores: uma boa herança genética associada a treinamento e até mesmo à inteligência, que vai fazer com que se gerencie melhor a quantidade de informações. O exercício da memória é importante para manter neurônios vivos", diz o membro da Associação Brasileira de Psiquiatria.
As técnicas mnemônicas são indicadas pelo pesquisador Dresler para fortalecer a memória. Elas se baseiam em associações de informações de cunho pessoal ou com significado. Seria como associar uma música a um conteúdo específico, uma situação.