A nossa vida nem sempre se apresenta como um eterno mar de rosas, pois, às vezes, nos vemos embaraçados tal qual um barco que enfrenta as tormentas da natureza, exigindo do condutor grande habilidade e a utilização de forças até então desconhecidas. Quando um ente querido, seja ele parente ou amigo, está se convalescendo num hospital temos a oportunidade de colocar em prática as mais diversas ações que possam promover o bem, exercitar a solidariedade e motivar condutas que reforçam os alicerces do viver, tendo sempre como base o amor.
Nos hospitais, esse sentimento aflora, conecta as pessoas aproximando seres enfermos e saudáveis que momentaneamente experimentam o encanto da vivência de um relacionamento entre almas nobres. É lá que as preces são mais honestas e fervorosas do que aquelas proferidas nas igrejas e os beijos de despedidas são mais sinceros do que aqueles trocados nos aeroportos, num ambiente cuja atmosfera parece tocar a vida das pessoas, como universos particulares que se cruzam em propósitos divinos.
Percebemos, então, que nessa comunhão de destinos nos damos conta de que sozinhos não somos ninguém. A verdade absoluta das pessoas, na maioria das vezes, só aparece no momento da dor ou na ameaça da perda. Com a morte eminente não se brinca, não há suborno, não há negociação ou dinheiro suficiente para vencê-la, exceto com o poder vivificador do amor enquanto um passaporte para a compreensão da natureza das leis de Deus.
A característica mais marcante do ser humano, além da sua essência espiritual, é a capacidade de superação, vencendo todo tipo de obstáculo que possa impedir a sua evolução. Quando nos propomos, conscientemente, a emitir pensamentos de bem-estar para outra pessoa, dentro ou fora dos hospitais, irradiamos uma energia sutil e luminosa que incide diretamente no coração do outro. De inesgotável poder, essa luz abre portas, clareia caminhos e dissolve tudo que é deletério, favorecendo a recuperação do enfermo.
Nos hospitais é que nos vinculamos a tudo que esteja na vanguarda da existência e na sua valorização, utilizando a vitalidade para assumir a direção de seu destino, conquistando novas habilidades e integrando valores refinados à personalidade, sempre motivados para a busca da compreensão do real significado do viver.