| Marcus Liborio |
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| Nessa segunda-feira (27) à noite, Gazzetta não quis adiantar à reportagem os termos da nova oferta |
Sem receber nenhuma nova contraproposta da prefeitura nessa segunda-feira (27), os servidores municipais entram em greve a partir das 7h desta terça-feira (28), conforme decidido em assembleia realizada na última quinta-feira (23). Chefe do Executivo, Clodoaldo Gazzetta (PSD) havia programado apresentar uma oferta diferente nesta segunda, mas adiou os planos.
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De acordo com ele, uma nova alternativa de reajuste será entregue na manhã de hoje à diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm). "Optamos por fazer apenas uma nova simulação, incorporando parte das demandas que recebemos dos servidores. Estamos fazendo tudo que é possível e esperamos que eles repensem a greve, considerando o momento dificuldade deles, mas também da prefeitura", frisa.
Nessa segunda-feira (27) à noite, Gazzetta não quis adiantar à reportagem os termos da nova oferta porque ela ainda não havia sido apresentada à categoria. A proposta, contudo, não deve ultrapassar o acréscimo já oferecido, de R$ 22,3 milhões para este ano, na folha de pagamento.
Isso porque, com o aumento, o município passaria a gastar R$ 398,3 milhões com folha, equivalente a 50,89% da Receita Corrente Líquida (RCL). O limite da Lei de Responsabilidade Fiscal é 51,3% (prudencial) e 54% (legal).
"Pedimos um voto de confiança, porque vamos começar a valorizar o funcionalismo ainda neste ano, tanto financeiramente, discutindo o orçamento a partir de outubro, quanto por meio do PCCS e da Mesa de Negociação, canal de diálogo que começa a funcionar a partir do mês que vem", pontua.
Em razão da apresentação da nova proposta e deste compromisso futuro, o prefeito avalia que este primeiro dia de greve será de avaliação, sem grandes prejuízos para os serviços prestados à população. "Não acredito que vá haver fila de espera nas unidades de saúde, escolas fechadas ou problemas na coleta de lixo. O sindicato e a prefeitura têm a preocupação em manter todos os serviços em funcionamento e isso deverá ser respeitado", cogita.
SEM ESTIMATIVAS
Procurada, a diretoria do Sinserm não soube estimar, antecipadamente, o volume de funcionários que deve aderir ao movimento já nesta terça-feira (28). Ao todo, o município conta com mais de 7.700 mil servidores na ativa. São 6.200 na administração direta e pouco mais de 1.500 no DAE e Emdurb - esta última negocia as cláusulas econômicas de maneira independente. Há, ainda, aproximadamente 2.500 inativos (aposentados e pensionistas).
Um dos diretores do sindicato, Moisés Cristo ressalta que não há um índice mínimo estipulado por lei para manutenção dos serviços. Mas ele garante que, assim como ocorreu em anos anteriores, não haverá paralisação completa dos funcionários em atividades essenciais, como a urgência em saúde, por exemplo.
"A entidade preza pelo bom senso, até porque o quadro de funcionários já é muito defasado. Contudo, não definimos percentuais. Esperamos uma adesão em massa, mas não há como antecipar como será o dia amanhã (hoje)", frisa, salientando que índices mínimos foram definidos nos últimos anos somente por meio de liminares concedidas pela Justiça em favor da prefeitura.
Protesto
Na manhã de hoje, os servidores se reúnem na sede do Sinserm, onde definem um protesto. O destino da manifestação deve ser a Praça das Cerejeiras.
Os trabalhadores pedem reajuste de 10,74% no salário, relativo a perdas inflacionárias. Solicitaram, ainda, aumento do vale-compra dos atuais R$ 362,00 para R$ 480,00 e do abono dos atuais R$ 321,00 para R$ 380,00.
Até o momento, a prefeitura mantém a contraproposta de reajuste de 2% mais R$ 20,00, incorporados ao salário. No vale-compra e abono, inicialmente, o município ofereceu 4,6% de aumento, mas, após a rejeição dos servidores, o percentual subiu para 9% em ambos, com o vale-compra passando para R$ 392,00 e o abono para R$ 350,00.
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