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Professor aposentado vai dar aulas

Joaquim Eliseo Mendes
| Tempo de leitura: 2 min

Ideia que eu defendo há muito tempo, felizmente se concretiza, obviamente não por influência da mesma, mas por imposição de circunstâncias que cercam o nosso ensino e que são reconhecidas por toda a sociedade, ou seja, a necessária elevação do seu nível, de sua qualidade, pois no ensino básico o nosso país ocupa uma baixa classificação no ranking mundial, abaixo mesmo de alguns vizinhos da América Latina.

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin anunciou processo seletivo para aulas-reforço de Língua Portuguesa e Matemática em 2.105 escolas com baixo desempenho, segundo o (Ideb) Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, com inscrições já abertas a partir de 27 de corrente mês. Além de professores aposentados poderão se inscrever também universitários para jornadas de 5 ou 15 horas semanais com remuneração que poderá chegar a R$ 1,5 mil. Este processo ocorrerá em parceria com o Governo Federal, por meio do programa Mais Educação com significativo e alto investimento da União. Ressalte-se que o reforço de qualquer matéria não deve ocorrer em períodos pré-fixados, mas sim em qualquer tempo, devendo ser pontual ou contínuo, quando ou a partir do momento em que o alunos apresente dificuldade com o assunto ou matéria.

Como apologista desta medida que, porém, considero tardia, vejo três pontos altamente positivos na mesma: primeiro, que embora pequena, poderá significar uma ajuda ao minguado orçamento do colega aposentado; segundo, o aproveitamento das experiências e conhecimentos de professores que foram verdadeiras "feras" ou "os caras" em matemática e língua portuguesa quando lecionaram e que por certo os transmitirão aos seus alunos. E, finalmente, como terceiro ponto, a experiência global que deverá ser repassada pelo professor aposentado e o sentimento de sentir-se útil para acompanhar o êxito do seu retorno ao trabalho.

Sou tão grande entusiasta para o aproveitamento do professor aposentado que vou mais longe ainda, pois entendo que o mesmo, em um futuro não muito distante, possa dar aula em sua própria casa ou ambiente, para turmas selecionadas, sob o controle do diretor da respectiva escola. Pois a experiência de vida tem nos mostrado quantos cursinhos e preparatórios funcionam eficientemente em locais dispostos pelos responsáveis, em horários flexíveis, todos eles com reconhecido êxito.

Sem dúvida alguma, esta é uma medida que, a médio prazo, já começará a dar certo alavancando o nível e qualidade do nosso ensino, porém, desde que a burocracia não atrapalhe, como acontece quase sempre.

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