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Em busca do emprego perdido...

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Busca por emprego: grande fila se formou em frente ao prédio na Nações Unidas onde vai funcionar novo centro automotivo

Uma imensa fila chamou a atenção de quem passou pela quadra 26 da avenida Nações Unidas, nessa terça-feira (28), no final da manhã. Cerca de 200 pessoas disputam 40 vagas de emprego abertas por um centro automotivo que será inaugurado em abril em Bauru. A esperança de se recolocar no mercado de trabalho simboliza exatamente a luz no fim do túnel que se acendeu com os recentes e ainda tímidos sinais da recuperação econômica no País. O que todos esperam é que, daqui pra frente, tais filas diminuam dia a dia com, cada vez mais, pessoas empregadas.

A estudante Nathália Frota Cavalheiro, 22 anos, que está desempregada há dois anos, era uma das presentes na fila e que tenta se recolocar no mercado. "Eu já prestei serviços temporários, mas preciso de algo fixo. Tenho experiência como caixa e promotora de vendas. Porém, o que me oferecerem estou aceitando", frisa.

Moradora do Jardim Silvestre, ela, que é casada, lembra que "as contas continuam o tempo todo". "Exemplo disso são essas pessoas aqui hoje (terça-28). Essa fila é um reflexo da fase do País. Porém, estou com esperança de conseguir o trabalho", aponta.

Takeo Shinohara estava há mais de uma hora aguardando pela entrevista de emprego quando falou com a reportagem do JC. Ele, que é de Bariri (56 quilômetros de Bauru), conta que trabalhava em uma empresa daquela cidade, que foi destruída por um incêndio.

"Por conta do incidente, os funcionários foram demitidos. Isso já faz nove meses", revela Takeo, que é químico, mas busca uma vaga de vendedor no centro automotivo. "Está difícil arrumar alguma coisa, então não dá para ficar escolhendo", complementa.

LOJA FECHOU

Divorciada e mãe de uma adolescente de 12 anos, a auxiliar financeira Célia Regina Santos Kene, 49, ficou desempregada em novembro do ano passado, quando a loja de confecções infantis em que ela trabalhava fechou. "Não conseguiram sobreviver à crise", lamenta.

Ontem, ela era uma das centenas de pessoas em busca do emprego perdido. "Estou tentando me recolocar no mercado de trabalho, mas para qualquer área, hoje em dia, a concorrência é muito grande. Até sexta, eles vão me dar o retorno. Estou confiante", finaliza.

SELEÇÃO

Diretor de marketing da empresa, Anderson Nogueira disse que a seleção dos candidatos reuniu centenas de pessoas. Segundo ele, após análise de currículos, 200 concorrentes foram designados para a entrevista de ontem. As 40 vagas oferecidas contemplam setores como caixa, recepcionista, motorista, vendas e faxina.

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