Tribuna do Leitor

Flávio Guedes e a garra de continuar vivendo de tirar fotos

Henrique Perazzi Aquino
| Tempo de leitura: 1 min

Flávio Guedes é fotógrafo na aldeia bauruense e sempre viveu de algo no entorno do tema Fotografia. Sua família, os Guedes, teve ali na Batista, quadra entre a Gustavo e a Rio Branco, uma loja de especialidades fotográficas (rivalizou por décadas com a Cherry). Enquanto perdurou a maravilha do papel fotográfico ser levado para residências como lembrança, deitou e rolou. Com o advento da foto virtual, tudo se esvaiu.

Flávio seguiu até quando pôde e, ao fechar as portas, não conseguiu fazer outra coisa na vida. Sabe tudo de fotografia, todos seus meandros e possibilidades. Desde então (e já deve ter transcorrido mais uma década) se inventa e reinventa. Hoje, aos 58 anos, não se aposentou e continua na ativa. Mesmo todos tendo seu meio de fotografar, com maquininha automática ou celular, ele insiste e está na porta de inúmeros shows oferecendo seus serviços. Vive hoje mais do Society desta Bauru, faz seus flashes, anota o fone da pessoa e depois leva até eles as fotos revelados e chanceladas com seu nome, o único meio para tentar diminuir a reprodução imediata pelas redes sociais. Simpático, conversador, sensato, bom observador, ágil e fagueiro, Guedes toca seu barco e tenta se manter numa atividade, se não extinta, em vias de, a de fotógrafo de eventos.

A atividade é mais do que justificável, pois a imensa maioria das fotos tiradas hoje em dia são sofríveis. As dele não, mantém algo aprendido e colocado em prática ao longo de muitas décadas, passadas de pai para filho. Ele possui todo meu respeito e consideração, cobra o justo, pois faz um trabalho verdadeiramente profissional.

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