Política

Educação é setor mais afetado na greve em Bauru

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Servidores da prefeitura que aderiram à greve fizeram uma nova passeata nessa quarta (29), na avenida Rodrigues Alves, região central

A greve dos servidores municipais teve mais adesões nessa quarta-feira (29), segundo dia de paralisação. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) contabilizou mais de 400 funcionários parados. Já a prefeitura informa que são 375. Apresentada no fim da tarde, uma nova proposta será apreciada hoje pela categoria.

Na manhã desta quarta, os grevistas saíram em passeata pela sede do sindicato, na quadra 14 da rua Saint Martin, e percorreram ruas do Centro, como Araújo Leite, avenida Rodrigues Alves e rua Rio Branco, encerrando com ato no Palácio das Cerejeiras.

A exemplo do primeiro dia, a Secretaria de Educação é a que mais tem funcionários em greve, um total de 231, ou seja, 61% do total de servidores parados. Outras pastas com maior número de funcionários que aderiram à paralisação são a Saúde (65), Obras (31), Semma (27) e o DAE (12). Outras secretarias tiveram baixa ou nenhuma adesão. 

Conforme o JC noticiou nessa quarta (29), a Emdurb fez negociação paralela com seus funcionários e apenas duas pessoas entraram em greve. Os serviços da empresa municipal funcionam em sua totalidade, incluindo a coleta de lixo e limpeza de ruas, entre outros.

A administração direta e indireta (DAE, Emdurb e Funprev) conta com cerca de 7.700 servidores. Ou seja, a adesão à greve corresponde a aproximadamente 5% dos trabalhadores. Em 2015 e 2016, quando também houve greve, no ápice da paralisação mais de mil funcionários chegaram a cruzar os braços.

NOVA PROPOSTA

A Prefeitura de Bauru já fez três propostas aos servidores e todas foram rejeitadas (duas antes da greve e uma no primeiro dia de paralisação). Uma quarta proposta seria entregue ao Sinserm na manhã dessa quarta-feira (29), porém, a administração municipal pediu mais algumas horas de prazo e formalizou a oferta no final da tarde.

O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) enviou a nova proposta ao Sinserm ontem através do secretário de Administração, David Françoso, e do presidente da Funprev, Donizete do Carmo dos Santos. O novo texto propõe vale-compra de R$ 392,00 até dezembro deste ano e de R$ 410,00 a partir de 1 de janeiro de 2018. Já o abono-refeição (antigo vale-refeição) sobe para R$ 350,00.

Em relação ao aumento salarial, a oferta é de 2% (a exemplo do que já foi proposto desde o início), e incorporação de R$ 20,00 a todos os servidores, com progressão gradual até a Classe C-35, chegando a R$ 37,10 para estes funcionários.

A administração oferece ainda vantagem pessoal de R$ 80,00 a todos os servidores efetivos com remuneração fixa de até R$ 2 mil (não computando portanto insalubridade, periculosidade e abono salarial), o que beneficiaria 2.594 funcionários, informa a assessoria de imprensa da prefeitura. Para os demais servidores, a vantagem pessoal de R$ 80,00 passará a ser paga a partir de 1º de janeiro de 2018.

A nova proposta será apresentada hoje aos servidores, em assembleia às 7h, na sede do Sinserm. "A prefeitura enviaria pela manhã, o que não aconteceu. Então, nos informaram que encaminhariam a proposta até as 17h e, por isso, a decisão da categoria ficou para hoje", cita o diretor do Sinserm, Valdecir Rosa. Caso a categoria aceite a quarta oferta do prefeito, a greve será encerrada. Em caso de negativa, o movimento continuará.

Comentários

Comentários