Economia & Negócios

Carne de frigoríficos investigados pela PF é aprovada em um teste no Paraná

FolhaPress
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Curitiba - A Secretaria da Saúde do Paraná divulgou ontem que análises laboratoriais feitas em amostras de produtos dos frigoríficos Peccin, JBS, BRF e Transmeat nos dias seguintes à Operação Carne Fraca estavam regulares, sem a presença de micro-organismos nocivos à saúde nem de aditivos em excesso.

Foram dez amostras diferentes, entre carnes, linguiça calabresa, salsicha, presunto, salame e mortadela, das marcas Seara, Friboi, Sadia, Perdigão, Italli e Novilho Nobre. O material foi colhido entre 20 e 21 de março em supermercados de Curitiba.

Esses frigoríficos representam 4 dos 21 investigados.

Em entrevista, a Polícia Federal disse que as empresas investigadas na Carne Fraca vendiam até carne podre, adulterando a data de validade e usando conservantes acima do permitido, lastreadas pelo pagamento de propina a fiscais do Ministério da Agricultura.

Já as análises divulgadas nesta sexta foram feitas pelo Lacen (Laboratório Central do Estado do Paraná), que faz análises para a vigilância sanitária estadual do Paraná.

Todas as amostras tiveram resultado negativo. Procurada, a PF não quis comentar os resultados. O frigorífico Peccin, interditado pelo Ministério da Agricultura desde a deflagração da operação, há duas semanas, também teve seus produtos proibidos pela Anvisa nesta semana. A empresa tem reiterado em nota que manifesta forte repúdio ao que chamou de falsas alegações da PF. A BRF não quis comentar. Já a JBS reforçou, em nota, que não houve menção a irregularidades sanitárias da JBS na investigação e que nenhuma de suas fábricas foi interditada.

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