O dólar teve um dia de fortes oscilações que marca o fechamento da semana, do mês e do trimestre. Além da tradicional briga em torno da definição da Ptax, a retirada de um volume significativo de swaps cambais e leilões de linha ampliou a volatilidade. Para terminar, dados domésticos e o setor externo também exerceram alguma influência, embora em segundo plano.
Na agenda econômica, os números não foram bons e podem ter colaborado para a queda do dólar no fim do dia. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,26% em janeiro ante dezembro, com ajuste sazonal. Já o setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 23,468 bilhões em fevereiro.
O dólar terminou com queda de 0,41%, a R$ 3,131, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1225 (-0,76%) e a máxima de R$ 3,1785 ( 1,01%).
Bovespa
O Índice Bovespa alternou altas e baixas ao longo do período e terminou o dia aos 64.984,06 pontos, em baixa de 0,43%. O volume financeiro somou R$ 6,7 bilhões. Com esse resultado, encerrou o mês com queda de 2,52% e o trimestre com alta de 7,90%.
A queda do índice foi puxada principalmente pelas ações da Vale e do setor financeiro, uma vez que os papéis da Petrobras e do setor elétrico tiveram desempenho positivo. Petrobras ON e PN subiram 0,33% e 0,28%, respectivamente. Já Vale ON e PNA recuavam 1,03% e 1,12%, alinhadas à queda do minério de ferro e ao desempenho negativo de suas pares no exterior. Na Europa, ações de mineração recuaram ainda em reflexo de notícias sobre mudanças no governo da África do Sul, devido à forte exposição desses mercados ao país.
As bolsas de Nova York e seus índices setoriais também favoreceram a queda das ações por aqui. Com isso, os papéis de bancos passaram por correções, tendo como destaques Bradesco ON (-1,23%), Itaú Unibanco PN (-1,66%) e Santander unit (-1,92%).