O Índice Bovespa teve um pregão positivo na segunda-feira (3-4), mas com fôlego insuficiente para ingressar mais firmemente em um movimento de alta. Ao final do dia, terminou em 65.211,47 pontos, com alta de 0,35%. Os negócios na bolsa totalizaram R$ 6,4 bilhões, valor inferior à média diária de março, de R$ 8,2 bilhões.
A tímida alta do dia foi garantida pelo bom desempenho das ações do setor financeiro, que avançaram moderadamente, num movimento atribuído à recuperação de baixas recentes. Itaú Unibanco, ação de maior peso na carteira do Ibovespa, subiu 1,66%. Os papéis da Petrobras se descolaram das baixas dos preços do petróleo no mercado internacional e também avançaram. Petrobras ON subiu 1,12% e Petrobras PN ganhou 1,24%.
Já as ações da Vale caíram durante todo o dia, em sintonia com a queda dos preços do minério de ferro no mercado chinês, que também influenciou outras mineradoras pelo mundo, como a BHP e a Rio Tinto. Vale ON e PNA terminaram o dia com perdas de 0,94% e 0,82%, respectivamente.
O Ibovespa chegou a cair pontualmente no final da manhã (até -0,32%), influenciado pelo desempenho negativo das bolsas em Nova York e na Europa, que repercutiam o atentado em São Petersburgo, na Rússia, que deixou 11 mortos e dezenas de feridos. No restante do dia, o noticiário interno e externo foi escasso.
No cenário externo, as atenções nesta semana estão concentradas em indicadores diretos ou indiretos da política monetária norte-americana. A ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira, e o relatório de empregos "payroll", na sexta, serão termômetros que poderão indicar o ritmo que a autoridade monetária dos EUA pretende dar ao ciclo de aperto monetário.
DÓLAR
O cenário externo especialmente em função do provável atentado terrorista na Rússia -, o que favoreceu o dólar ante moedas emergentes, gerou cautela em todo o mundo, o que prejudicou os ativos de maior risco. Na comparação com a moeda brasileira, no entanto, outras questões acabaram influenciado e o dólar fechou em queda. A principal justificativa é a expectativa de entrada de recursos no País.
O saldo recorde da balança comercial brasileira também ajudou nesse movimento. A moeda norte-americana terminou em queda de 0,51%, cotado a R$ 3,115 para a venda.