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Paralisação na Saúde cresce e segue em quatro unidades

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Grevistas da Famesp durante manifestação, ocorrida ontem, em frente ao Hospital de Base 

Seguem em greve também funcionários das unidades médicas administradas pela Famesp em Bauru. São elas: os hospitais de Base, Estadual, a Maternidade Santa Isabel e o Ambulatório Médico de Especialidades (AME). O movimento, que começou na última sexta-feira, contava ontem com 250 trabalhadores paralisados, segundo o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru e Região (SindSaúde).

Eles reivindicam 9% de reajuste, mas a Famesp ofereceu 3% no salário-base e 18,58% no Vale Alimentação.

Uma audiência de conciliação e instrução está agendada para quinta-feira (6 de abril), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª. Região, em Campinas.

O MOVIMENTO

Enquanto o impasse não é resolvido, o SindSaúde afirma que mantém percentual mínimo de serviço nas unidades. E 70% em setores como Oncologia e UTI. Segundo o sindicato, apenas cirurgias de urgência e emergência estão sendo realizadas nos hospitais, sendo que as eletivas estão sendo feitas apenas pelo AME.

O número de grevistas, que era de 90 na última sexta, teria aumentado ontem após a adesão de trabalhadores dos setores de manutenção, farmácia e do administrativo.

Sobre a adesão ao movimento, a Famesp diz que contabilizará os números somente hoje.

'LIDAMOS COM VIDAS'

Em nota, a Fundação diz que conta com o bom senso de todos os que aderirem ao movimento paredista.

"Não se trata de uma greve matemática. Lidamos com vidas. Respeitamos o movimento, mas precisamos que as escalas e percentuais sejam respeitados para que o paciente não seja o maior prejudicado; que os prejuízos recaiam sobre nós, gestores, mas jamais sobre os pacientes", afirma o diretor presidente da Famesp, Antônio Rugolo Júnior, em nota.

A entidade afirma ainda que tomará medidas legais para a preservação de direito da Fundação a eventuais prejuízos aos usuários do sistema em casos de descumprimentos do acordo do horário de início das escalas de trabalho e seus respectivos percentuais, que devem ser de no mínimo 70% dos trabalhadores em ação em setores críticos, como UTIs e Hemodiálise, e 30% em unidades como Centro Cirúrgico, realizando somente cirurgias oncológicas e de urgência.

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