| Douglas Reis/Divulgação |
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| Reunião na prefeitura: Paulo Eduardo de Souza (à esq.), Everson Demarchi, David Françoso, Gazzetta e Donizete Santos |
Servidores municipais votaram pela continuidade da greve da categoria no fim da manhã desta terça-feira.
A Prefeitura de Bauru havia apresentado nova proposta à categoria com antecipação do aumento do vale-compra de janeiro de 2018 para agosto de 2017 (ou seja, de R$ 360,00 para R$ 410,00).
Porém, após reunião com o Sindicato dos Servidores, a própria prefeitura recolheu a proposta para formular uma substituta até o fim da manhã.
Isso foi feito: o segundo texto do dia antecipava o novo vale-compra para dezembro e a chamada "vantagem pessoal" de R$ 80,00 também para o último mês do ano (para quem ganha acima de R$ 2 mil). Servidores municipais analisaram, votaram e rejeitaram.
Breve histórico
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) havia recebido, ontem, uma comissão formada por servidores municipais e representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) para discutir os rumos da greve, que completa oito dias nesta terça com adesão de 509 funcionários, segundo a prefeitura.
Já o Sinserm afirma que 600 trabalhadores permanecem de braços cruzados. Uma definição sobre a paralisação pode sair hoje.
Durante encontro no Palácio das Cerejeiras, na segunda-feira, a categoria apresentou uma nova contraproposta ao chefe do Executivo, que se comprometeu a analisá-la juntamente com as secretarias da Administração e Finanças.
Inicialmente, um parecer seria encaminhado ontem ao sindicato, porém por volta das 21h desta segunda-feira, Gazzetta informou que o envio da resposta ficou para hoje, às 10h (mas houve antecipação para 9h).
Os servidores realizam assembleia nesta manhã, quando vão deliberar se aceitam ou não a resposta do prefeito.
Valores
Na contraproposta feita pelo sindicato, consta parcela fixa de R$ 100,00, incorporada ao salário base para todas as classes e respectivas grades salariais (a proposta da prefeitura era de R$ 20,00); e vale-compra de R$ 410,00 imediato (proposta da prefeitura é R$ 392,00 agora e R$ 410,00 a partir de janeiro de 2018). Foram mantidos, contudo, os 2% de reposição salarial e o abono-refeição de R$ 350,00.
"Nós entendemos que o valor incorporado ao salário [de R$ 100,00] deve se estender para todos os servidores. Essa contraproposta, entretanto, elimina a vantagem pessoal de R$ 80,00 que havíamos apresentado anteriormente", detalha o advogado do Sinserm, José Francisco Martins.
A categoria reforça ainda que não haja desconto dos dias parados e para que seja mantida a promessa do repasse integral da inflação no próximo ano, além de negociação das perdas anteriores e uma nova discussão em outubro sobre a possibilidade de conceder reajuste maior, posteriormente.
Martins ressalta que, mesmo que a prefeitura acate todos itens da contraproposta, o assunto será referendado aos servidores durante a assembleia desta terça.
"A paralisação só termina quando o acordo de greve estiver assinado por Gazzetta", observa. Estiveram na reunião os secretários de Finanças e da Administração, Everson Demarchi e David Françoso, respectivamente; o presidente da Funprev, Donizete dos Santos; Paulo Eduardo de Souza (do Núcleo Gestor) e a Chefe de Gabinete, Majô Jandreice.
Impacto
Ao final do encontro, Gazzetta disse que prefeitura e sindicato "quase chegaram num consenso", avaliou. "Temos que avaliar a questão do prazo para o benefício que será concedido junto ao reajuste salarial", pondera o chefe do Executivo.
O prefeito pontua que os percentuais estão bem próximos daquilo que havia sido acordado desde o início. "Agora, faremos uma avaliação interna financeira, para saber qual será o impacto da antecipação destes valores aos cofres do município e se teremos condições de honrar com esse compromisso depois", disse, ainda pela manhã de ontem. À noite, Gazzetta frisou que as secretarias de Finanças e Administração vão se reunir hoje, no começo da manhã, para terminar de avaliar o impacto econômico, mandando, logo depois, por volta das 10h, a resposta ao Sinserm.
O prefeito reitera a intenção de colocar no orçamento do município, a partir de outubro, os percentuais de reposição da inflação e de possíveis reajustes salariais do funcionalismo público municipal para os próximos três anos.
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