Os ex-prefeitos de Agudos (13 quilômetros de Bauru) José Carlos Octaviani e Everton Octaviani estão recorrendo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de decisão de primeira instância que os declarou inelegíveis até 31 de dezembro de 2024 por suposto abuso dos poderes político e econômico durante a campanha eleitoral de 2016. A medida também atinge Fernando Octaviani, que foi candidato a vice na chapa encabeçada por Carlos Octaviani.
Os três são réus em Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) proposta por coligação adversária. Segundo a denúncia, eles teriam usado um veículo de comunicação impresso para interferir na vontade popular e no resultado das eleições, publicando matérias ofensivas ao candidato adversário e benéficas ao candidato da situação.
A juíza eleitoral Ana Carolina Achôa Siqueira de Oliveira constatou que o periódico, que custa R$ 1,00, foi distribuído gratuitamente nas residências de Agudos durante a campanha eleitoral. Ela considerou que os réus abusaram dos poderes político e econômico e os declarou inelegíveis para as eleições dos próximos oito anos.
José Carlos Octaviani, que concorreu ao cargo de prefeito, mas foi derrotado por Altair Francisco Silva (PRB), contesta a decisão da Justiça de Agudos e diz que, se tivesse usado o jornal a seu favor, não teria perdido as eleições.
Ele conta que sua campanha custou pouco mais de R$ 60 mil. "Isso não é abuso de poder econômico. O adversário gastou valor equivalente", diz. "O adversário teve 15 mil votos e eu tive 7 mil. No que é que eu fui beneficiado?".