Política

Tapa-buraco 'de fora' custará R$ 757 mil

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Aceituno Jr.
Ricardo Olivatto, secretário de Obras, diz que a pasta vai fiscalizar de perto o serviço, com funcionários junto de cada equipe

A Secretaria Municipal de Obras vai pagar R$ 757.300,00 para tentar diminuir a quantidade de buracos que foram abertos pelas chuvas de janeiro e fevereiro nas ruas de Bauru. A intenção de terceirizar parte do serviço foi informada pelo JC no último dia 3 de abril e nessa quarta-feira (12) ocorreu o pregão presencial com as empresas interessadas. Ao todo, cinco participaram, e a adjudicação e homologação do resultado saem na edição de hoje do Diário Oficial.

O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) defende a contratação, realizada pela primeira vez na cidade, como forma de aliviar a demanda da prefeitura, que seguirá com seis equipes (além das equipes do DAE), normalmente. A expectativa é que o serviço extra comece em maio, com duração aproximada de três meses. A zona urbana de Bauru foi dividida em dois lotes.

Cada um receberá mil toneladas de asfalto. O primeiro abrange regiões leste, norte e nordeste, em bairros como Redentor, Geisel, Carolina, Distrito Industrial I, Mary Dota, Beija-Flor, São Geraldo, Godoy, Araruna, Gasparini, Jd. TV, Jardim Brasil e Cruzeiro do Sul. O segundo lote é formado por bairros das regiões sul, noroeste, sudoeste e oeste, como Altos da Cidade, Vila Falcão, Industrial, Bela Vista, Fortunato Rocha Lima, Petrópolis, Vila Dutra, Estoril, Terra Branca, Ipiranga, Independência e Ouro Verde, entre outros.

Os servidores das Secretarias de Obras, Sear e DAE vão continuar realizando reparos no asfalto, com equipes de tapa-buraco utilizando material da Usina de Asfalto da prefeitura, em paralelo ao serviço terceirizado. O DAE, por exemplo, está licitando 3 mil toneladas de massa asfáltica, justamente para sanar esse tipo de demanda, pois a autarquia abre buracos diariamente para consertar vazamentos nas redes de água e esgoto.

CONCORRÊNCIA

Cinco empresas concorreram no pregão presencial, na licitação do tipo menor preço por lote - ampla participação: Fortpav Pavimentação e Serviços Ltda, Bernardi & Souza Construção e Comércio Ltda. EPP, Pavilux - Pavimentação e Terraplenagem Eirelli - EPP, Construtora Oliveira Correa Ltda. EPP e W. BR Serviços de Engenharia Ltda.

A Prefeitura de Bauru informa que após a etapa de lances (disputa de preços) a Fortpav Pavimentação e Serviços Ltda ofereceu o menor preço e arrematou cada um dos dois lotes por R$ 378,65 a tonelada, totalizando R$ 378.650,00 cada lote, com valor total de R$ 757.300,00. Em cada lote, o município está contratando mil toneladas de massa asfáltica, e mais todo o material, equipamentos, transporte e mão de obra necessários para a execução dos serviços.

Para o secretário municipal de Obras, Ricardo Olivratto, o preço está dentro do esperado pelo município, portanto, será suportado pela ficha orçamentária prevista no edital. "Está dentro do previsto. É importante entender que não apenas a massa asfáltica, mas todo o material e mão de obra estão incluídos na contratação. A empresa será responsável por fazer tudo: transportar, levar os funcionários, fazer o corte no asfalto, preparar o material, realizar a compactação, enfim, é o serviço inteiro. E isso sem que a gente deixe de ter nossas equipes trabalhando também", aponta.

Nas últimas licitações, a prefeitura só contratava a massa asfáltica. O restante do material, mão de obra e transporte eram de responsabilidade do município, com equipes próprias. Em 2016, a administração contratou 12.200 toneladas de massa asfáltica por R$ 214,97 a tonelada, e em janeiro deste ano, fez novo registro de preço, de três mil toneladas, desta vez pagando R$ 238,00 a tonelada.

Fiscalização

A pesagem dos caminhões da empresa contratada será controlada pela prefeitura, que destacará um funcionário para acompanhar cada veículo, indo junto com as equipes aos locais dos reparos. "O caminhão vai passar pela pesagem antes e depois, para aferir o quanto ele transporta de massa asfáltica", esclarece Olivatto.

"Nossa meta é, nos próximos meses, reduzir bem o número de buracos. Janeiro e fevereiro foram meses em que pouco pudemos fazer, choveu bastante e a quantidade de buracos aumentou. E tendo uma empresa para fazer o serviço, além de acelerar a resposta para a população, podemos cuidar de outras demandas, como algumas erosões que nos preocupam na cidade. Agora vamos esperar os próximos dias, quando alguma empresa participante do certame ainda pode entrar com recurso, e assim que o contrato for assinado, iniciar os serviços", frisa o titular da Obras.

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