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Alvo de racismo, Felipe Melo revela desculpas


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Agência Estado
Felipe Melo durante jogo contra o Peñarol em que as provocações culminaram com ofensas de "macaco"

O volante Felipe Melo, do Palmeiras, afirmou ontem, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, ter recebido um pedido de desculpas do Peñarol após ser chamado de "macaco" durante jogo pela Libertadores. Após a vitória por 3 a 2, o jogador reclamou do xingamento feito por Gaston Rodríguez no segundo tempo. Depois, ele foi procurado pelos uruguaios para amenizar o incidente.

O diretor esportivo do clube uruguaio, Gonzalo De los Santos, e o capitão da equipe, Cristián Rodríguez, foram atrás de Felipe Melo para conversar sobre o assunto. "Eles me chamaram, pediram perdão e desculpas. O assunto está encerrado. O De Los Santos é um grandíssimo amigo meu, jogamos juntos no Mallorca e ele me ajudou muito quando cheguei jovem à Europa. O Rodríguez é cara mais experiente do time deles. Resolvemos tudo", afirmou.

Após esbravejar contra o uruguaio na saída do gramado, Felipe Melo estava bem mais tranquilo na saída do estádio e comentou ter planos do que ia fazer para relaxar. "O assunto acabou. Vou chegar em casa, jogar um Rainbow 6 no videogame, tomar um vinhozinho ou uma champanhe e comemorar essa nossa grande vitória", disse. O resultado colocou o Palmeiras com sete pontos na liderança do Grupo 5 da Libertadores. O vice líder é o Jorge Wilstermann, da Bolívia, com seis.

Na saída do gramado, em entrevista ao canal SporTV, o palmeirense estava bastante irritado com o incidente. "O cara que fez o segundo gol me chamou de macaco o tempo inteiro. Se fosse em outra época, quando eu não estava regenerado, ia dar um monte de porrada nele. A mulher dele deve ter traído ele com um negão. Na época da escravidão, ele ia tomar chibatada igual eu. Ele é moreno claro", comentou.

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