Não há serviço público sem servidores públicos e sem servidores públicos o equilíbrio financeiro da Funprev fica comprometido. Havendo o desequilíbrio, o município tem a obrigação de fazer grandes aportes para manter a balança e isso diminui sua capacidade de investimentos em serviços essenciais e toda a sociedade é quem pagará a conta.
Essa é a roda que gira a Funprev.
O que garante a estabilidade do regime previdenciário são as gerações futuras, daí a importância de o município evitar terceirizações ou mesmo trabalhos temporários.
Para termos uma ideia, o município fechou o ano de 2015 com 2.850 inativos e a previsão é de que para os próximos 30 anos esse número esteja em 6.000 aposentados.
Para tanto, a defesa dos serviços públicos deve ir muito além desse discurso do gestor "não político'' que, a propósito, não tem nada de novo na forma de gerir o bem público e sim um aprofundamento da política neoliberal de reduzir o tamanho do estado e entregá-lo à iniciativa privada. Em cada tempo com um nome: privatização, concessão e agora parcerias-público-privado.
Não precisamos de gestores, precisamos de políticos com compromissos de classe ao elencar prioridades, pois quem mais precisa dos serviços públicos são as pessoas que não possuem um bom plano de saúde, não têm filhos em bons colégios particulares etc.