Cultura

'Velocidade' para agitar o feriadão


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Divulgação
Antes da estreia, elenco fez campanha para que pessoas colaborassem com doações à Fundação Paul Walker

A franquia "Velozes e Furiosos" já rendeu US$ 3,89 bilhões (cerca de R$ 12,2 bilhões) em seus 16 anos de agitada existência. Só o filme anterior, que precisou ser completado com imagens de arquivo e digitalizadas de Paul Walker, morto durante as filmagens num acidente de carro, faturou US$ 1,5 bilhão, o dobro do anterior. Chegou mais nas telonas.

Com bilheteria crescente, não é surpresa nenhuma que haja um "Velozes e Furiosos 8", em cartaz desde quinta-feira, 13/4, no Brasil. F. Gary Gray, que assume a direção depois do sucesso "Straight Outta Compton: A História do N.W.A.", confessa, em entrevista em Madri, um certo nervoso. "Sabia que precisava elevar as interpretações, a história, a ação."

Uma das estratégias foi colocar os conhecidos personagens - Dom (Vin Diesel), Letty (Michelle Rodriguez), Roman (Tyrese Gibson), Tej (Ludacris) - em paisagens pouco conhecidas, como Cuba e Islândia. Rodar na ilha foi um desafio e um prazer, explica o diretor.

"Precisamos negociar muito, o governo tinha de estar envolvido", disse. "Foi a primeira vez que tudo aquilo pôde acontecer, por exemplo, filmar Havana do alto, com um avião americano sobrevoando a cidade. Foi incrível!"

O cara dos 100 milhões

Vin Diesel foi homenageado pelo Facebook no ano passado ao ultrapassar 100 milhões de seguidores. O cara virou uma instituição. Triplo X, Toretto. Você podia achar que a série Velozes e Furiosos ia morrer com Paul Walker.

O sucesso está sendo maior ainda, e cada vez mais em ritmo de ficção científica. Vale lembrar - quando esteve no Brasil, em 2013, para promover o lançamento de Velozes e Furiosos 6, o diretor Justin Lin conversou com o repórter sobre... Stanley Kubrick. O que o autor de clássicos como 2001, Uma Odisseia no Espaço e A Laranja Mecânica tem a ver com o universo dos rachas da série Fast and Furious? Nada, e tudo.

O mundo de Kubrick como o de Toretto é distópico, e nele o personagem de Vin Diesel tenta introduzir uma noção de ordem baseada na família, não necessariamente a de sangue.

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