| Estadão Conteúdo |
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| Os técnicos Eduardo Baptista e Rogério Ceni lidam de forma inversa com o ambiente para o jogo de hoje |
A derrota do São Paulo para o Cruzeiro, na última quinta-feira (13), pela Copa do Brasil, animou os corintianos. E não foi só pelo fato de ver um rival ser derrotado, mas, sim, pela forma como o time mineiro conseguiu fazer 2 a 0 no Morumbi. No jogo deste domingo (16), às 19 horas, no Morumbi, enquanto os corintianos tentam tirar proveito da derrota do rival, os donos da casa apostam exatamente na superação para derrubar o Timão.
Com aplicação tática, marcação dura e aposta em bolas paradas e cruzamentos, os mineiros apresentaram justamente as mesmas armas que o Corinthians costuma utilizar contra seus adversários nesta temporada. E neste domingo, o Corinthians terá pela frente a oportunidade de aplicar essa estratégia contra o próprio São Paulo.
No Estadual, aliás, dos 15 gols que o alvinegro fez, 60% nasceram de bolas aéreas ou paradas. Nesse quesito, Jô vem se destacando: além de um gol de pênalti, ele anotou mais dois de cabeça. Em bolas alçadas na área, Pablo também balançou as redes duas vezes no torneio, uma de cabeça e outra com uma finalização por baixo.
Do outro lado, os próprios jogadores são-paulinos admitem que as bolas paradas preocupam o time. É um bom presságio para os torcedores corintianos. "A gente tem de corrigir muito a bola parada defensiva, porque contra times fortes isso pode custar a partida", disse o atacante Lucas Pratto, que fez um gol contra na derrota para o Cruzeiro, curiosamente, após um cruzamento de Thiago Neves.
No Corinthians, Jadson e Maycon são os caras da bola parada. E o jovem, de 19 anos, marcou até um gol de falta no Paulistão, contra o Red Bull. Como clássicos costumam ser decididos em detalhes, isso pode ser fundamental para avançar à final. A torcida alvinegra sabe disso e já espera por muitas bolas paradas. Atrás, a marcação forte é um dos pilares do alvinegro, que tem a defesa menos vazada do Paulista, ao lado do Palmeiras, com apenas nove gols sofridos.
SÃO PAULO
Em sentido oposto, a derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro incomodou os jogadores do São Paulo. Entretanto, a pedido de Rogério Ceni, os atletas deixaram de lado a Copa do Brasil para se concentrarem no confronto de hoje. O clube do Morumbi teve apenas a tarde de ontem para treinar com seu elenco completo, já que na sexta os titulares fizeram apenas o trabalho regenerativo.
A possibilidade de construir uma boa vantagem em um confronto novamente em casa anima o time. "Esse é o futebol. Em poucos dias a gente pode mudar tudo. Temos de ir em busca da final do Paulistão. Lógico que a gente fica triste pela forma que foi, mas temos de esquecer", afirmou o zagueiro Rodrigo Caio. "O jogo é na nossa casa e teremos uma grande oportunidade de conquistar uma vantagem. O que aconteceu na quinta é passado. A partir de segunda, pensamos de novo no Cruzeiro. Mais do que nunca, a vitória será fundamental hoje".
O camisa 3 lembrou o último Majestoso, em 26 de março - 1 a 1 no Morumbi -, e disse que o São Paulo não vai mudar o estilo de jogo. "O Corinthians marca muito forte e joga no contra-ataque. Contra a gente, jogaram por uma bola e fizeram o gol de empate em uma infelicidade nossa. Temos que tocar bola, procurar espaço e na hora que tiver oportunidade finalizar bem e fazer o gol", comentou.
O zagueiro ainda comparou o Corinthians ao Cruzeiro, argumentando que eles têm o mesmo jeito de jogar. "Será preciso atenção para não sermos surpreendidos novamente. Espero que possamos conquistar o resultado positivo", finalizou Rodrigo Caio.
